Quem disse que o pós-férias é sempre bom? Por vezes, esse momento traz decisões difíceis. Uma delas pode ser a separação conjugal. Normalmente é no pós-férias que as pessoas decidem encarar os problemas de frente, segundo um estudo da Universidade de Washington, que analisou mais de uma década de processos judiciais.
A pesquisa mostrou que existem dois picos recorrentes de pedidos de divórcio: após as festas de fim de ano e depois das férias de verão. Com base nesses registros, os pesquisadores sugerem a existência de um padrão sazonal relativamente consistente.
Os principais motivos apontados pela investigação revelam que, durante o descanso, os casais passam mais tempo juntos, o que os deixa expostos a conflitos.
Também costumam depositar muitas expectativas nas férias compartilhadas, enxergando-as como o elixir para todas as mágoas acumuladas durante o ano, mas sabemos que uns dias não compensam meses de desencontros.
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Quando se constata que viajar não resolve os dilemas internos e, muitas vezes, ainda gera estresse financeiro por gastos acima do previsto, a vontade de romper o vínculo pode ser reforçada.
Outro fator muito relatado nos consultórios é a convivência próxima com os parentes de ambos. Quando as relações familiares não são amistosas, o cenário tende a piorar bastante durante as férias.
Quando há filhos, os cônjuges também costumam adiar a ruptura para o pós-férias. Os sociólogos defendem que descansar juntos não causa o divórcio por si só, mas funciona como um “teste de estresse” para a relação. Se já existem falhas de comunicação, insatisfação ou mágoas antigas, a convivência intensa torna
tudo mais evidente.
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Para o sucesso na vida a dois, o recomendável é não questionar apenas o comportamento do parceiro, mas reavaliar também as próprias atitudes e o que pode melhorar. A maioria das pessoas diz querer um relacionamento saudável, mas poucas estão dispostas a se tornar maduras o suficiente para sustentar um.
Às vezes, é preciso questionar o ego e se perguntar se você prefere ter sempre razão ou preservar a união. Não vale a pena comprar qualquer briga e, quando se erra, é importante pedir desculpas. Mas, se todas as alternativas foram esgotadas, pode ser a hora de seguir em frente.
Bom setembro! Acompanhado(a) ou sozinho(a), votos de ótimos recomeços!
Esta crônica foi publicado originalmente na edição impressa da EntreRios, disponível mensalmente em bancas de Portugal. Para ter acesso a conteúdos exclusivos e receber a revista em casa, assine aqui
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Susana Gaião Mota