Na sede da ApexBrasil (Agência Brasileira de promoção de exportações e investimentos), em Lisboa, foi firmado nesta segunda-feira (4) um contrato entre o Grupo MSB, com sede na Galícia, a Prefeitura de Maricá e a Associação Maricá Alimentos (AMAR), voltado ao cultivo de mexilhões e outros mariscos.
O acordo prevê a instalação de uma unidade industrial no município fluminense, com foco na geração de empregos e no desenvolvimento sustentável.
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Na assinatura do acordo, estiveram presentes o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, o diretor do escritório da Apex em Lisboa, Paulo Mateus, o presidente da companhia Maricá Alimentos, Marlos Costa, e outras autoridades. Além deles, Francisco José Vispo, administrador da MSB, Lago, consultor da LUMINANAR e Filipe Barro, da MSB, estiveram na ocasião.
O projeto AMAR reúne iniciativas ligadas à produção sustentável, envolvendo áreas como agricultura, pesca, chocolate e negócios familiares. Durante o Brasil Origem Week, Costa destacou que a iniciativa também beneficia produtos da agricultura familiar do município.
“Macarrão de aipim, banana desidratada, biscoito de aipim são produzidos em Maricá, vêm da agricultura familiar e são beneficiados pela AMAR”, afirmou.
Outro ponto apresentado foi a parceria com a indústria portuguesa Comur, conhecida pela produção de conservas. O acordo prevê a instalação de uma fábrica de enlatados em Maricá, com foco em espécies cultivadas no Brasil.
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“Nós assinamos há mais ou menos um mês e meio um pré-contrato com a Comur, que é a indústria que comercializa e produz sardinhas e outros peixes enlatados. Esse entendimento contratual estabelece uma sociedade Brasil-Portugal para transferência de tecnologia, know-how e procedimentos”, explicou Costa.
Segundo ele, a unidade não será voltada à produção de sardinha, mas sim de peixes brasileiros. “Não vamos enlatar sardinha. Sardinha já tem aqui em Portugal e o Brasil tem outras cinco fábricas. Nós vamos enlatar outros peixes brasileiros, especialmente tambaqui e pirarucu, para que esse peixe possa chegar ao exterior através de Portugal, além da tilápia, que ainda não tem versão enlatada no Brasil”, disse.
A previsão é que a fábrica seja inaugurada no segundo semestre de 2027. “Estamos em fase de licitação. O edital deve ser publicado agora em maio. A obra poderá começar no segundo semestre deste ano e os equipamentos serão quase todos importados de Portugal, com tecnologia transferida pelo parceiro português”, afirmou.

Redação