Os mais de 134 mil brasileiros aptos a votar em Portugal nas eleições brasileiras podem consultar com antecedência o local onde deverão votar. Para descobrir a seção eleitoral, basta acessar o site do TSE ou consultar o aplicativo e-Título.
O aplicativo também pode ser usado como documento de identificação no dia da eleição, mas é obrigatório apresentar um documento oficial com foto
Vale lembrar que ele é totalmente gratuito, está disponível nas lojas de aplicativos para os sistemas Android e iOS e também pode ser utilizado para realizar a justificativa de ausência. Para acessá-lo, basta inserir seus dados e digitar sua senha cadastrada. Mas atenção: não será possível baixar o app no dia das eleições, em 4 de outubro. Por isso, é importante se programar para antes do pleito.
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Como encontrar a sua seção de votação
Para quem vota em Lisboa, uma facilidade também estará disponível para os eleitores do maior colégio eleitoral fora do país (78 mil eleitores). O Consulado também possui um chatbot (assistente virtual), no qual o eleitor insere o número da sua seção (número de quatro dígitos que pode ser conferido no site do TSE ou no E-Título) e a ferramenta indica exatamente como chegar à sala (incluindo direções como subir escadas), além de indicar o link do Google Maps com base no seu endereço cadastrado nos órgãos oficiais de imigração.
A tecnologia está sendo disponibilizada pelo Consulado diante do aumento significativo no número de eleitores na capital portuguesa. São 78 mil brasileiros aptos a votar em Lisboa, um crescimento de 74% em relação ao pleito anterior, o que também levou à ampliação dos locais de votação. Além da tradicional Faculdade de Direito, haverá urnas na Faculdade de Letras e na Reitoria da Universidade de Lisboa. Ao todo, serão 209 seções eleitorais, 103 urnas eletrônicas e 80 salas de votação.
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Como será a estrutura no dia da votação
As três faculdades ficam na região da Cidade Universitária e para o dia da votação o Consulado está organizando um grande esquema logístico. O entorno das faculdades será fechado e haverá apenas um local de entrada. Para isso, o órgão conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Polícia de Segurança Pública (PSP), Bombeiros, Defesa Civil, do Metro e da Carris (que gerencia o sistema de ônibus), além de contar com hospitais de plantão para o caso de incidentes. Ao longo de todo o dia de votação a circulação de metrôs e de ônibus será ampliada. “Estamos montando um plano de contingência desde o ano passado”, resume Alessandro Candeas, Cônsul do Brasil em Lisboa.
Além da polícia, o Consulado contará com duas empresas de segurança: uma para o perímetro externo na Cidade Universitária e outra que atuará nas dependências das faculdades. Haverá ainda diversos voluntários e funcionários do próprio Consulado que trabalharão na orientação dos eleitores e na organização das filas, além de 412 mesários (ao todo, cada urna corresponde a uma mesa que é coordenada por um presidente e três mesários).
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“Estamos trabalhando com três conceitos: o primeiro é a fluidez, a fila tem que andar. Entrar na fila, votar e sair da forma mais rápida possível. O segundo é a segurança e daí a importância do apoio da polícia, dos bombeiros. E terceiro é o conforto. A nossa ideia é que o ato de votar seja feito da maneira mais tranquila e confortável possível. A gente olha para isso com o propósito de valorizar a nossa democracia e o nosso direito ao voto”, aponta Candeas.
renan@revistaentrerios.pt

Renan Araújo