“Que beleza estar em Portugal, no Porto, e ouvir o pessoal cantar, no nosso português, a nossa cajuína”. Foi assim, em tom emocionado, que Caetano Veloso resumiu a noite de quarta-feira (28) na Super Bock Arena, no Porto, durante a passagem da turnê “Caetano Nos Festivais”.

O espetáculo reuniu clássicos da carreira do artista baiano, projeções visuais e momentos de forte ligação afetiva com Portugal. Em “Cajuína”, imagens inspiradas na obra de Tarsila do Amaral coloriram o palco, ampliando o tom contemplativo da apresentação.

Já em “Anjos tronchos”, faixa do álbum Meu Coco (2021), o concerto ganhou contornos mais críticos, com projeções de rostos como Elon Musk e Mark Zuckerberg, em referência às transformações tecnológicas e ao impacto das redes sociais.

Sotaque. Crédito: Matilde Viegas Leia também Lisbon Design Week 2026: exposição curada por brasileiro discute identidade e decolonização

Em um dos momentos mais íntimos da noite, Caetano relembrou a relação antiga com a música portuguesa ao cantar “A Rosinha dos Limões”, apontada por ele como o primeiro fado que aprendeu ainda aos 10 anos, no Brasil.

Antes da interpretação, comentou que não sabe quando voltará a Portugal e recordou as vozes de Ester de Abreu, ouvida por ele na rádio, e de Amália Rodrigues, referência maior do gênero.

Mas não ficaram de fora os sucessos mais consagrados de Caetano, como as apoteóticas “Reconvexo”, “É Hoje” e “Odara”, sequência que levou o público a cantar a plenos pulmões.

Joyce Bastos. Crédito: Elena Krasnoselskaya Leia também Conheça Joyce Bastos, única brasileira no Cascais Ópera 2026: “Foram os meus sonhos que me trouxeram até aqui”

A apresentação no Porto marcou o início da etapa europeia da turnê. O próximo compromisso em Portugal acontece já neste sábado (30), no Coala Festival, em Cascais. Depois, o artista segue para Madri, na Espanha, antes de retornar ao Brasil para uma sequência de shows em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Agenda da turnê “Caetano Nos Festivais”

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