A abertura do segundo dia do Coala Festival Portugal coube ao cantor e compositor Zé Ibarra, que subiu ao palco no domingo (31) carregando não apenas a responsabilidade de iniciar a programação, mas também uma relação afetiva construída ao longo dos anos com o evento.
Em entrevista, o artista destacou que sua ligação com o festival vai além da música. “Minha relação com o Coala é antiga”, afirmou à EntreRios. Segundo ele, o festival teve papel fundamental na criação do Bala Desejo, grupo que marcou sua trajetória.
“O Coala criou junto comigo e com os meus amigos o Bala Desejo. Isso mudou minha vida”, relembrou.
Por isso, participar do evento tem um significado especial. “Estar aqui é meio família. É quase como se eu não estivesse tocando num festival, tô com a minha galera, disse.

No Coala Festival Portugal, Zé Ibarra fala sobre carreira, turnês e novos projetos. Crédito: Jordan Alves
Vivendo uma intensa temporada de apresentações pela Europa, Zé Ibarra também comentou os aprendizados acumulados durante os 30 dias de estrada. Ele descreveu a experiência como um verdadeiro teste de resistência. “Quando eu aprendi que turnê não é turismo, melhorou muito minha vida”, explicou. O cantor contou que mantém uma rotina disciplinada para suportar a sequência de shows. “São 30 dias de trabalho. Eu fico recluso, durmo muito e como muito para manter a energia”, revela. O desafio maior, segundo ele, está na preparação física e vocal.
“Resistir a 23 shows em 30 dias é maratona, é loucura. É atletismo. Você tem que virar um atleta da voz”, afirmou, acrescentando com bom humor: “Eu achei que ia morrer, mas não vou morrer”.
Ao falar sobre os próximos passos da carreira, o músico adiantou que prepara um importante registro audiovisual de sua atual fase artística. “Vou gravar ao vivo esse show no Rio de Janeiro”, contou. A apresentação marcará a celebração de um ano de seu mais recente disco e dará origem a um projeto visual que reunirá todo o repertório nas plataformas digitais. “Quero que isso vire um documento.”

Zé Ibarra destaca força da nova música brasileira no Coala Festival Portugal. Crédito: Jordan Alves
Leia também
Marina Sena fala sobre liberdade criativa e adianta novidades após turnê europeia
Cultura portuguesa em casa
Fora dos palcos, Zé também falou sobre a influência da cultura portuguesa em sua vida, especialmente por conta do casamento de sua mãe com um português há cerca de dez anos. “Mudou completamente”, disse.
Leia também
Coala Festival 2026: Caetano Veloso emociona público e sugere despedida dos palcos portugueses
Entre os hábitos incorporados, ele citou os rituais à mesa e a gastronomia lusitana. “Antes de música, eu gosto de comida”, brincou, revelando algumas das suas preferências: “Eu adoro alheira. Adoro alheira de carne de caça”.
jordan@revistaentrerios.pt
Ver esta publicação no Instagram

Jordan Alves