As urnas eletrônicas são uma das principais ferramentas do sistema eleitoral brasileiro. No pleito deste ano, marcado para 4 de outubro, estarão disponíveis 563.910 equipamentos para os mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desse total, 77% pertencem ao modelo mais recente.
Portugal terá 174 unidades. Em Lisboa, o maior colégio eleitoral brasileiro fora do país, serão 103; Porto terá 60 e a cidade de Faro, 11. São mais de 134 mil votantes, o segundo maior número fora do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos.
Como funciona a segurança das urnas eletrônicas?
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem realizado campanhas para conscientizar as pessoas sobre a segurança e a confiabilidade dos terminais de votação, além de combater a desinformação. Este mês, foi realizada a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que contou com apresentações, palestras e lives. Em uma delas, uma urna foi aberta para mostrar todos os seus componentes.
Em um dos vídeos da campanha, o TSE explica que os aparelhos têm várias barreiras de proteção para garantir a integridade e o sigilo do voto. Também não há conexão com a internet, o que impede acessos remotos.
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“A urna não tem Wi-Fi, chip, Bluetooth ou qualquer conexão em rede. Além disso, se alguém tentar adulterar uma peça ou uma mídia, ela reconhece o que é e o que não é autêntico, e simplesmente não aceita adulteração”, explica trecho do vídeo.
Todos os anos são realizados testes públicos dos sistemas eleitorais. Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode se inscrever para participar e identificar pontos de melhoria, fortalecendo a transparência do processo.
“Além disso, o código fonte fica disponível por um ano antes das eleições, para auditoria de entidades fiscalizadoras, como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União, além de instituições privadas, universidades e os partidos políticos”, afirma o vídeo.
Neste ano, os códigos-fonte dos aparelhos ficarão abertos até 4 de setembro, quando acontece a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais para as Eleições 2026, na presença de autoridades, representantes das entidades fiscalizadoras e dos partidos políticos. O público poderá acompanhá-la, mas não poderá fazer reproduções ou alterações.
“Isso garante a autenticidade e a integridade dos processos que serão usados. Se alguém tentar rodar uma estrutura diferente daquela que foi lacrada e assinada oficialmente, a urna trava”.
Em seguida, são gerados resumos digitais dos códigos, chamados hashes. Eles permitem comparar o conteúdo de uma máquina com o resumo correspondente publicado pelo TSE. Essa auditoria segue até o dia da eleição.
“No teste de integridade, é realizada uma espécie de votação paralela, em que os votos são registrados tanto na urna eletrônica, quanto nas cédulas de papel. Depois, os resultados são comparados para ver se coincidem”, continua o vídeo.
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Como os votos são fiscalizados e conferidos?
Os próprios eleitores também podem fiscalizar diretamente. Antes do início da votação, o presidente da seção emite a zerésima, documento que comprova que não há qualquer registro na urna. Depois disso, o equipamento é liberado. Ao fim do pleito, cada seção emite um boletim que apresenta os números por partido e candidatura, além dos brancos e nulos.
“Qualquer pessoa pode comparar esses dados com os resultados divulgados pelo TSE em seu site oficial. Já o Registro Digital do Voto (RDV) permite fazer uma recontagem sem revelar a identidade de quem votou em cada candidatura.
“Ao todo, são dezenas de mecanismos tecnológicos, além de diversas pessoas fiscalizando e auditando cada etapa. Tudo isso para deixar o seu voto muito seguro e para proteger a democracia”, finaliza o TSE.
Para mais informações confira o site do TSE.
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Renan Araújo