Seja em casa, na rua, no trabalho ou durante um encontro entre amigos, ou até mesmo em um date,  o café ocupa um espaço próprio na rotina. Há quem comece o dia com ele, quem faça uma pausa à tarde e até quem desafie a velha crença de que café à noite é sinônimo de insônia. Coado, expresso, prensado ou filtrado, servido em uma chávena / xícara quente ou fria, a bebida ganhou diferentes formas de preparo e consumo ao redor do mundo.

Café da Comunidade Indígena Nasa We’sx. Foto: Reprodução Instagram

Em casa, no trabalho ou em um encontro, o café ganhou novos rituais. Crédito: Divulgação

A Europa concentra alguns dos maiores mercados consumidores de café, enquanto o Brasil mantém a liderança mundial na produção. Portugal também aparece entre os mercados relevantes do setor e, ao mesmo tempo em que preserva seus próprios hábitos, começa a incorporar uma cultura mais voltada à degustação e à chamada especialidade.

Para Vinicius Figueiredo, barista da rede The Coffee, essa mudança passa justamente pela possibilidade de experimentar. Ele explica que o público interessado em café de especialidade convive com consumidores que preferem receitas mais criativas, com xaropes e frutas.

“O café é cultura, então assim como a cultura ela é diferente em qualquer lugar”, afirma.

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Na experiência que acompanha de perto em Portugal, Vinicius percebe também a chegada de consumidores que antes enxergavam o café principalmente como uma dose rápida de energia. Segundo ele, clientes portugueses começam a se interessar mais pela qualidade dos grãos e pelas diferenças produzidas por cada método de preparo. A própria variedade de perfis ajuda a explicar esse movimento: consumidores australianos, por exemplo, chegam em busca de flat white, macchiato ou espresso, enquanto clientes da Arábia Saudita demonstram interesse por cafés filtrados.

Café Gelado The Coffee. Crédito: Divulgação

Cada vez mais o café especial ganha espaço em Portugal. Crédito: Divulgação

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Essa diversidade também aparece nas discussões aparentemente simples que cercam a bebida, como a eterna disputa entre chávena quente e chávena fria. Para o barista, não existe uma única maneira correta de tomar café. “Beba o café como quiser”, resume, lembrando que formas de preparo e serviço também são determinadas pela cultura de cada lugar.

Café e torta basca. Crédito: Jordan Alves

Café e torta basca no The Coffee. Crédito: Jordan Alves

A ideia ganha outra dimensão quando um mesmo grão é preparado de maneiras diferentes. Um café pode revelar características distintas quando servido como espresso, americano ou filtrado, mesmo mantendo a mesma origem. É justamente essa experiência que a The Coffee, rede brasileira nascida em Curitiba, pretende apresentar durante a celebração do Dia Internacional do Café, nesta quinta (1). A data, comemorada oficialmente desde 2015, tornou-se uma oportunidade para colocar o café no centro das atenções e também mostrar como uma cultura que nasceu no Brasil circula por outros países.

Café The Coffee. Divulgação

Há várias formas de preparar a bebida que segue sendo a queridinha do país.  Crédito:  Divulgação

Criada em Curitiba, em 2018, a The Coffee levou para outros países uma proposta inspirada na cultura do café especial e hoje mantém unidades em diferentes cidades portuguesas, entre Lisboa, Cascais, Estoril, Matosinhos e Porto. Para marcar o Dia Internacional do Café, algumas lojas em Lisboa vão apresentar um Bourbon Amarelo produzido em Carmo de Minas, em Minas Gerais, preparado de três maneiras: expresso duplo, americano e filtrado. A proposta é mostrar como diferentes métodos de extração podem transformar os aromas e sabores de uma mesma matéria-prima.

Barista. Crédito: Jordan Alves

O barista Vinicius Figueiredo numa das unidades do The Coffee em Lisboa. Crédito: Jordan Alves

A ação será realizada nas unidades de Alfama, Avenida da República, Cais do Sodré, Campo de Ourique, Cascais Centro, Chiado, Douradores, Estoril, Marina de Cascais, Marquês do Pombal e Picoas. Bom café para vocês!

jordan@revistaentrerios.pt