Depois de tanto se falar sobre o eclipse solar de 12 de agosto, visível quase a 98% em Portugal, agora é a vez de um eclipse lunar, nesta sexta-feira (28). O fenômeno será parcial e ocorrerá quando a Terra ficar entre o Sol e a Lua, fazendo com que sua sombra cubra apenas uma parte do satélite, que poderá parecer mais escuro e adquirir tons avermelhados.
No Brasil, o eclipse será bastante visível durante a noite de 27 para 28 de agosto. Em Portugal, também poderá ser observado parcialmente, durante a madrugada, com o máximo por volta das 5h12 em Lisboa, quando a Lua estará mais próxima do horizonte.
Astrologicamente falando, os eclipses provocam grande fascínio nas pessoas desde a Antiguidade, porque representam uma interrupção temporária da luz.
Segundo Sofia Furtado, astróloga e estudiosa dos eclipses, existe uma linguagem simbólica no céu, e é possível compreender a intensidade desse fenômeno da seguinte forma, “É como se ele correspondesse a três luas cheias ou a três luas novas de uma só vez. Portanto, dá para imaginar a intensidade de cada um deles.”

A análise de Sofia Furtado, astróloga e estudiosa dos eclipses. Crédito: Divulgação
Sofia reforça ainda que, se considerarmos a influência que a Lua exerce sobre a agricultura, as marés e até o ciclo menstrual das mulheres, não faria sentido pensar que ela não interfere também em nosso estado de espírito.
Segundo a astróloga, “eclipses são momentos em que perdemos, por instantes, as referências habituais. Aquilo que estava escondido pode se tornar visível, e emoções que estavam contidas podem emergir com maior intensidade. Por isso, os eclipses são frequentemente associados a revelações, culminações, mudanças e encerramentos”.
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O eclipse de 28 de agosto acontece no eixo Virgem–Peixes, que impacta cada pessoa de acordo com seu mapa natal. “Emocionalmente, o eclipse pode nos confrontar com uma necessidade ignorada, um padrão repetido ou uma etapa que chegou ao fim. Isso não significa que algo negativo vai acontecer, mas, sim, que podemos sentir necessidade de fazer mudanças.”
Os eclipses não são “castigos”, mas uma forma de mostrar aquilo que ainda não conseguimos enxergar sobre nós mesmos ou sobre nossa vida. Podem vir à tona temas ou situações que já existiam, como insatisfações antigas, emoções reprimidas, relações desequilibradas, decisões adiadas ou necessidades que não estavam sendo respeitadas, reforça a astróloga.

Eclipse Lunar. Crédito: Pixabay
Como o impacto emocional pode se manifestar
- Maior sensibilidade;
- Ansiedade ou inquietação sem uma causa imediatamente identificável;
- Cansaço e necessidade de recolhimento;
- Sonhos mais intensos;
- Memórias antigas que retornam;
- Dificuldade para controlar determinadas emoções;
- Sensação de urgência ou de que “alguma coisa precisa mudar”;
- Necessidade de encerrar relações, hábitos ou situações que nos fazem mal;
- Revelações sobre aquilo que realmente sentimos;
- Maior consciência de padrões emocionais repetidos.
Portanto, um eclipse não afeta todas as pessoas da mesma forma. A intensidade depende do local onde ele acontece no mapa natal e, sobretudo, dos contatos que estabelece com planetas e ângulos pessoais.
Se o eclipse solar pode ser entendido como o início de um novo processo relacionado à identidade, direção ou propósito, nas palavras do astrólogo Dane Rudhyar, e segundo Sofia, o eclipse lunar representa a revelação e a necessidade de integração emocional.
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Este é um eclipse de culminação e finalizações, especialmente intenso para quem tem algum planeta, a Lua, o Sol ou o próprio Ascendente próximo dos 4° ou 5° de Peixes, Virgem, Gêmeos ou Sagitário. Quanto mais próximo estiver desses graus, mais diretamente o eclipse toca o mapa natal.
Os eclipses são vistos como períodos de maior consciência, mas os seus efeitos simbólicos podem ser percebidos ao longo de semanas ou meses, eles funcionam, por isso, mais como um marcador de mudança do que como um acontecimento isolado.
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Susana Gaião Mota