O e-Título poderá ser baixado nos dias de votação das eleições brasileiras de 2026. A novidade vale para o primeiro turno, em 4 de outubro, e para um eventual segundo turno, em 25 de outubro. O anúncio foi feito pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que afirmou que o tribunal adotará medidas para garantir o funcionamento estável do aplicativo durante o pleito.

A possibilidade é especialmente relevante para os mais de 134 mil brasileiros aptos a votar em Portugal, que podem consultar com antecedência o local onde deverão votar. Pelo site do TSE ou pelo próprio e-Título, é possível verificar o prédio de votação e a seção eleitoral.

Em eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao e-Título eram interrompidos no dia da votação como medida preventiva para evitar sobrecarga no sistema. Neste ano, segundo o TSE, a infraestrutura foi aprimorada para permitir que o aplicativo continue disponível também nos dias do pleito. Ainda assim, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor baixe e ative a ferramenta com antecedência, tanto para evitar concentração de acessos quanto para conferir previamente os dados e serviços disponíveis.

O aplicativo é utilizado por mais de 60 milhões de pessoas e reúne serviços como emissão do título de eleitor e de certidões eleitorais, justificativa de ausência às urnas, inscrição como mesário voluntário e pagamento de débitos eleitorais por Pix ou cartão.

“Quanto mais serviços digitais oferecemos, maior é a nossa responsabilidade de garantir que eles estejam disponíveis quando o eleitorado deles precisar. Nossa equipe manterá a sala de prontidão de hoje até que se ultimem as eleições no dia 25 de outubro, para que possamos acompanhar de perto o funcionamento do e-Título e para assegurarmos que os serviços digitais permaneçam disponíveis e estáveis”, afirmou Nunes Marques.

Como acessar o e-Título pelo celular

  1. Baixe o aplicativo: o e-Título é gratuito e está disponível nas lojas de aplicativos para celulares Android e iOS.
  2. Acesse sua conta: abra o aplicativo, informe os dados solicitados e digite a senha cadastrada.
  3. Consulte as informações eleitorais: pelo aplicativo, é possível acessar os dados do eleitor e consultar o local de votação.
  4. Justifique a ausência: caso não compareça às urnas, o eleitor também pode apresentar a justificativa pelo e-Título. O prazo é de até 60 dias após cada turno da eleição.
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Dados gerais sobre a votação em Portugal

Para quem vota em Lisboa, também haverá mudanças nos locais de votação. A capital portuguesa tem 78 mil brasileiros aptos a votar, número 74% maior do que no pleito anterior, o que levou à ampliação da estrutura eleitoral. Além da tradicional Faculdade de Direito, haverá urnas na Faculdade de Letras e na Reitoria da Universidade de Lisboa. Ao todo, serão 209 seções eleitorais, 103 urnas eletrônicas e 80 salas de votação.

“O objetivo do oferecimento de três locais de votação é distribuir melhor o eleitorado e facilitar o fluxo no dia da eleição”, afirma o embaixador Alessandro Candeas, Cônsul-Geral em Lisboa.

Com o crescimento do eleitorado, Lisboa se mantém como o maior colégio eleitoral brasileiro fora do país. Ao todo, Portugal tem 134.797 eleitores aptos a votar, distribuídos por Lisboa, Porto e Faro, com 180 urnas eletrônicas disponíveis. O país tem o segundo maior eleitorado brasileiro no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos.

Do total, 54% dos eleitores são mulheres e 46% são homens. Em relação ao estado civil, 59% são solteiros e 34% casados. Quanto à escolaridade, 33% têm ensino superior completo e 31% concluíram o ensino médio. A faixa etária de 30 a 44 anos concentra a maior parcela do eleitorado, com 39,92%.

Em todo o mundo, 918.876 eleitores residentes no exterior estão aptos a votar nas eleições deste ano. Ao todo, serão 1.407 urnas eletrônicas para 134 países onde haverá seções eleitorais. No exterior, o voto é somente destinado à escolha de presidente e vice-presidente da República.

Serão candidatos nesse ano Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP) e Wilson Grassi (Democrata). Na hora do voto, basta apertar o número correspondente ao candidato e confirmar.

Como encontrar o local de votação em Lisboa

O Consulado também possui um chatbot (assistente virtual), no qual o eleitor insere o número da sua seção (número de quatro dígitos que pode ser conferido no site do TSE ou no E-Título) e a ferramenta indica exatamente como chegar à sala (incluindo direções como subir escadas), além de indicar o link do Google Maps com base no seu endereço cadastrado nos órgãos oficiais de imigração. Caso a tecnologia apresente alguma falha também é possível conferir as instruções por meio desse link alternativo.

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O que esperar no dia da votação

As três faculdades ficam na região da Cidade Universitária e para o dia da votação o Consulado está organizando um grande esquema logístico. O entorno das faculdades será fechado e haverá apenas um local de entrada. Para isso, o órgão conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Polícia de Segurança Pública (PSP), Bombeiros, Defesa Civil, do Metro e da Carris (que gerencia o sistema de ônibus), além de contar com hospitais de plantão para o caso de incidentes. Ao longo de todo o dia de votação a circulação de metrôs e de ônibus será ampliada. “Estamos montando um plano de contingência desde o ano passado”, resume Candeas.

Além da polícia, o Consulado contará com duas empresas de segurança: uma para o perímetro externo na Cidade Universitária e outra que atuará nas dependências das faculdades. Haverá ainda diversos voluntários e funcionários do próprio Consulado que trabalharão na orientação dos eleitores e na organização das filas, além de 412 mesários (ao todo, cada urna corresponde a uma mesa que é coordenada por um presidente e três mesários).

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“Estamos trabalhando com três conceitos: o primeiro é a fluidez, a fila tem que andar. Entrar na fila, votar e sair da forma mais rápida possível. O segundo é a segurança e daí a importância do apoio da polícia, dos bombeiros. E terceiro é o conforto. A nossa ideia é que o ato de votar seja feito da maneira mais tranquila e confortável possível. A gente olha para isso com o propósito de valorizar a nossa democracia e o nosso direito ao voto”, aponta Candeas.

Na hora de votar em Lisboa, no Porto e em Faro

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