Depois de construir uma cinema e teatro no Brasil, a atriz Elisa Volpatto, que ganhou projeção nacional ao interpretar a delegada Anita na série Bom dia, Verônica, da Netflix, encontrou em Portugal a oportunidade de fazer sua primeira novela. A gaúcha integra o elenco de Terra forte, produção da TVI, no papel de Débora.
Na bagagem, ela traz o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Gramado, conquistado pelo curta Um animal menor, em 2010, e o prêmio de Atriz Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), recebido em 2011 graças à atuação na série Mulher de fases, da HBO. Seu trabalho mais recente é o filme A teoria, do cineasta português Vicente Alves do Ó, ainda inédito e cujas gravações foram concluídas no mês passado.
Elisa é casada com o dramaturgo e roteirista Guto Portugal. Enquanto acompanhava o marido, que fazia um mestrado em cinema em Lisboa, resolveu apresentar seu portfólio a produtores de elenco e, pouco tempo depois, recebeu o convite para integrar a segunda fase da novela.
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Ela interpreta uma brasileira, filha de um mafioso, que tenta romper com o legado da família. A personagem entra na trama ao salvar Antônio (João Catarré) e encontra nessa situação a oportunidade de reescrever a própria história. “No passado, ela teve que lidar com um pai corrupto e mau caráter, mas quer deixar esse legado para trás e fazer a coisa certa, descobrir novas possibilidades. O que move as ações de Débora, no fim das contas, é o amor”, resume.

Elisa Volpatto. Crédito: Selva Bizarria
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Apesar de o idioma ser o mesmo, as diferenças entre o português falado nos dois países renderam boas histórias. Elisa lembra de uma cena em que uma colega portuguesa comentou que determinado acontecimento da novela seria “outro berbicacho” (situação complicada). A reação foi imediata. “Eu comecei a rir muito. Nós não temos essa palavra no português do Brasil. Soa engraçado. Eu adoro conhecer as sutilezas entre as línguas”.
Hoje, palavras como “pois” e expressões como “se calhar” já fazem parte do seu vocabulário. Fora dos estúdios, Elisa descobriu novos lugares favoritos em Lisboa. Entre eles, a Fundação Calouste Gulbenkian e os fins de tarde em Almada. “O pôr do sol no Tejo é um dos mais lindos que já vi”, diz. A ideia é dividir a rotina entre São Paulo e Lisboa. “Tenho uma carreira no Brasil que também não posso abandonar. Mas, agora, sou representada por um agente aqui para futuras possibilidades”
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Renata Telles