A Quinta dos Muros lançou neste mês o M7, nova edição de um vinho cuja história começou em 2016, quando a família Mansilha ainda integrava a Quinta do Portal. A colheita de 2024 é a primeira apresentada sob a marca Quinta dos Muros e inaugura uma nova fase da propriedade, conduzida pelos irmãos Pedro e João Mansilha Branco, com enologia de Jorge Alves. Do M7 foram produzidas 987 garrafas e 91 garrafas de formato maior, vendidas a 120 euros. A quinta produz ainda o Blanc de Noirs 2025, com 4.930 garrafas a 20 euros, e o Rosé 2025, com 4.000 garrafas a 15 euros.

O enólogo Jorge Alves durante o lançamento do vinho em Lisboa. Crédito: Anabela Trindade
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O vinho tem origem numa parcela histórica da Quinta dos Muros, situada entre os 440 e os 490 metros de altitude e formada por oito patamares. As vinhas têm uma idade média de cerca de 50 anos e reúnem 29 castas identificadas, entre elas, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Carvalha e Mourisco, além das brancas Gouveio e Chasselas. São cerca de 3.000 metros quadrados e foi inicialmente destinada à replantação, mas a seleção realizada plantada durante a vindima de 2016 levou a família a preservar a vinha.

M7 da Quinta dos Muros. Crédito: Anabela Trindade
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Para Jorge Alves, a dimensão do M7 está diretamente ligada à identidade desta plantação:
“É também um momento de recuperação desta área da vinha. O M7, que corresponde à parcela 7 da Quinta dos Muros, concentra a identidade da propriedade: tudo o que ali está é proveniente da quinta e cada videira está catalogada. É um vinho diferente, texturado, intenso, muito Douro no aroma e no paladar, sobretudo pela elegância e pela profundidade”, afirma o enólogo.
Jorge Alves destaca ainda características do local, como a geologia e a exposição poente, que, segundo explica, contribuem para o perfil do vinho.

Vinhos da Quinta dos Muros. Crédito: Anabela Trindade
As três primeiras edições do M7, de 2016, 2017 e 2019, já haviam recebido atenção da crítica especializada. A colheita de 2017 obteve 95 pontos e foi incluída, em 2024, no Top 100 Cellar Selections da Wine Enthusiast. Para Pedro Mansilha Branco, a preservação da parcela está ligada à história da família: “Mais de um século depois, continuamos a acreditar que o maior património da Quinta dos Muros está nas suas vinhas. O M7 é a expressão desse legado.” A nova colheita de 2024 foi apresentada num evento para imprensa e profissionais do setor, em Lisboa.
jordan@revistaentrerios.pt

Jordan Alves