Dois anos depois de sua última passagem por Portugal, o Evanescence está de volta ao país. A banda se apresenta neste domingo (4), na MEO Arena, em Lisboa, com um repertório que combina as novas músicas de Sanctuary (2026) a sucessos que marcaram diferentes fases da carreira.
Os portões abrem às 18h30, e o concerto está previsto para começar às 21h20, segundo a organização. Antes da banda liderada por Amy Lee, o público acompanha duas apresentações de abertura: a dupla britânica Nova Twins, às 19h, e a cantora norte-americana Poppy, às 19h50. Ainda há ingressos disponíveis, com preços a partir de €44.
Além de apresentar o novo trabalho, o Evanescence deve revisitar músicas que ajudaram a transformar a banda em um dos grandes nomes do rock dos anos 2000, incluindo faixas dos álbuns Fallen (2003) e The Open Door (2006). À frente do grupo desde o início está Amy Lee, que divide a formação atual com Tim McCord (guitarra), Will Hunt (bateria), Troy McLawhorn (guitarra) e Emma Anzai (baixo).
Mas a história do Evanescence vai muito além dos hits que chegaram às paradas. Da origem da banda ao processo de criação de algumas das músicas mais conhecidas, há detalhes da trajetória do grupo que podem surpreender até quem acompanha a banda há anos. Confira sete curiosidades sobre o Evanescence que talvez você ainda não conheça.
Bring Me to Life e a pressão para incluir uma voz masculina
Bring Me to Life é a música de maior sucesso do Evanescence e também a faixa mais ouvida da banda nas plataformas digitais, além de figurar entre as mais esperadas pelos fãs nos shows. Mas a versão que chegou ao público teve uma mudança que Amy Lee não queria. Na época, a gravadora Wind-up pressionou o grupo a incluir vocais masculinos de rap na música, sob o argumento de que a alteração ajudaria no desempenho comercial. A cantora se opôs à decisão, mas não conseguiu impedir a mudança. Os vocais ficaram por conta de Paul McCoy, vocalista da banda 12 Stones.
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Briga entre fundadores resultou em saída de integrante
O álbum de estreia do Evanescence, Fallen, conquistou público e crítica e levou a banda a duas vitórias no Grammy Awards de 2004, nas categorias Artista Revelação e Melhor Performance de Hard Rock. O sucesso, porém, contrastava com um momento turbulento nos bastidores. Em outubro de 2003, durante uma turnê pela Europa, o guitarrista e cofundador Ben Moody deixou o grupo, surpreendendo os fãs.
A saída aconteceu após uma série de conflitos com Amy Lee, ligados a divergências artísticas e ao desgaste da relação entre os dois. Anos depois, Moody relembrou o momento em uma carta aberta publicada no LiveJournal, na qual contou como se sentiu na noite em que decidiu deixar a banda.
“Quando eu estava sentado no ônibus naquela noite, tomado por uma sensação absoluta de vergonha e derrota, não havia como fugir da verdade. Ou eu ia embora, ou o Evanescence acabava. Isso me destruiu de uma forma que eu nunca conseguiria descrever de verdade.”
Quando o Evanescence misturou rock, eletrônico e orquestra
Imagine Bring Me to Life e My Immortal com batidas eletrônicas, arranjos orquestrais e uma sonoridade completamente diferente. Foi essa a proposta de Synthesis (2017), álbum lançado pelo Evanescence após seis anos sem um novo disco. Das 16 faixas, duas eram inéditas. As demais músicas foram escolhidas de trabalhos anteriores e ganharam novos arranjos, além de interlúdios que ajudam a construir a proposta do álbum. A ideia era revisitar o repertório da banda sob outra perspectiva, mas o processo também despertou uma antiga paixão de Amy Lee.
Cinéfila, a vocalista aproveitou o projeto para se aproximar ainda mais do universo das trilhas sonoras e trabalhou com David Campbell, compositor responsável por músicas de diversos filmes. O resultado levou o Evanescence a explorar uma combinação de rock, elementos eletrônicos e orquestrais, dando novas formas a canções já conhecidas pelos fãs.

Guitarrista da banda sofreu AVC durante gravação de disco
Lançado em 2006, The Open Door foi o segundo álbum de estúdio do Evanescence e trouxe sucessos como Call Me When You’re Sober e Lithium. A produção do disco, porém, foi marcada por um problema de saúde que assustou a banda. Em outubro de 2005, durante as gravações, o então guitarrista Terry Balsamo sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) provocado pelo rompimento de uma artéria no pescoço. O episódio deixou o músico com o lado esquerdo do corpo paralisado. Na época, Balsamo falou sobre o ocorrido em entrevista à Ultimate Guitar.
“Quando terminaram a ressonância magnética, o médico voltou para a sala e perguntou: ‘Você já sofreu alguma lesão no pescoço, tipo em um acidente de carro ou algo assim?’ E eu respondi: ‘Não’. Aí a gente brincou: ‘Além de bater a cabeça o dia todo e todas as noites por uma hora e meia’. Eu sempre senti uma sensação estranha no pescoço quando fazia isso, mas nunca teria imaginado que isso pudesse me causar um derrame”, contou Balsamo.
Com o diagnóstico apontando um coágulo sanguíneo na região, os médicos duvidavam se o guitarrista voltaria a tocar algum dia. Porém, após meses de fisioterapia intensa e treinos para recuperar os movimentos da mão, ele voltou aos palcos cerca de um ano depois do acidente, a tempo da turnê de divulgação do álbum.
Fim de relacionamento com outro músico inspirou single
A faixa Call Me When You’re Sober foi lançada como o primeiro single do álbum The Open Door. Composta por Amy Lee e o guitarrista Terry Balsamo, a canção surgiu de uma experiência difícil para a vocalista: o término do relacionamento com Shaun Morgan, fundador e principal cantor do Seether. O casal ficou junto entre 2003 e 2005, e o término veio por parte de Lee, que não conseguia lidar com os vícios de Morgan. Além da faixa, os músicos trocaram indiretas nos anos seguintes.
Disco de demos virou item raro da banda
Antes da estreia com o álbum Fallen, o Evanescence já tinha lançado material com os EPs Evanescence (1998) e Sound Asleep (1999). O trabalho seguinte, Origin (2000) foi vendido apenas de forma independente em shows. Com demos gravadas entre 1996 e 1999, o disco foi posteriormente apresentado às gravadoras. A Bigwig Enterprises adquiriu os direitos de distribuição e fabricou apenas 2.500 cópias até 2003, tornando o CD um item de colecionador. O álbum não está disponível oficialmente nas plataformas de streaming, mas foi publicado em playlists de fãs.

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Baterista tocou no Mötley Crüe
Membro desde 2007, o baterista Will Hunt já passou por diversas bandas além do Evanescence, como Skrape e Black Label Society. Contudo, um trabalho temporário no “currículo” do músico chama a atenção: Hunt tocou temporariamente no Mötley Crüe em 2008. Na época, o baterista do grupo, Tommy Lee, sofria uma tendinite no pulso e precisou ser substituído por alguns shows. Posteriormente, Will foi convidado para o Methods of Mayhem, projeto paralelo de Tommy focado em rap.
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Lucas Machado