Grupos e associações de apoio aos imigrantes promovem neste sábado (3), a partir das 10h, manifestações na Praça do Comércio, em Lisboa, e no Jardim do Morro, no Porto. Os atos reivindicam melhores condições para quem vive em Portugal e mudanças nos serviços da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima).
“Queremos um maior direito à educação, à moradia, à saúde e também a uma Aima que seja mais efetiva e que não seja uma polícia migratória, além da luta por uma justiça social efetiva. Não podemos mais ficar reféns de políticos e políticas que não representam nossos interesses”, diz o cartaz da manifestação.
A mobilização é organizada pelos grupos Unidade Popular Internacional (UPI), Movimento de Mulheres Olga Benário e Mira Imigrante, aplicativo criado por Amanda Abreu para facilitar a troca de informações sobre processos de imigração e etapas de regularização no país. Liderada por cidadãos brasileiros, a iniciativa está aberta à participação de pessoas de outras nacionalidades.
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O manifesto também cita alterações legislativas recentes e aponta possíveis impactos sobre os imigrantes. Entre os exemplos mencionados está a Lei dos Estrangeiros, que, segundo os organizadores, amplia as possibilidades de detenção e de afastamento e pode dificultar o reagrupamento familiar. O documento também ressalta a importância dos estrangeiros para a composição da mão de obra e da economia portuguesa.
A principal reivindicação do protesto é que os imigrantes não sejam invisibilizados, que as famílias não sejam separadas e que o papel dos estrangeiros na sociedade portuguesa seja reconhecido. Segundo dados do governo português citados no comunicado, essa população representa 24% da força formal de trabalho do país. Em 2025, cidadãos estrangeiros contribuíram com cerca de 4 bilhões de euros para a Segurança Social. A taxa de empregabilidade entre estrangeiros, segundo o documento, é de 76,5%.
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“A única saída que temos é a organização política e a mobilização popular. A classe trabalhadora de Portugal precisa estar unida na luta por mais direitos e por uma sociedade onde a vida humana seja o foco principal e não o lucro”, continua o texto.
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Renan Araújo