O Cais do Porto, hub de inovação localizado em Aveiro, apresentou um levantamento parcial sobre a presença brasileira no ecossistema tecnológico português, revelando padrões de migração, perfil empresarial, tecnologias utilizadas e principais desafios enfrentados no país.

O Censo Tech é uma ferramenta gratuita, a participação dos profissionais é voluntária e confidencial, voltada para profissionais freelancer (empregados ou desempregados) ou que trabalhem para alguma organização e ainda para empreendedores da área.

Ao todo, já se cadastraram na plataforma, desde novembro, quando foi lançada, 179 profissionais e empresas de TI que estão em Portugal.

A origem geográfica dos profissionais brasileiros em Portugal é bastante diversa, sem forte concentração em um único estado. Ainda assim, alguns polos se destacam: 20% dos respondentes vieram de Pernambuco, 19% de São Paulo e 12% do Rio de Janeiro.

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Em Portugal, eles também estão bem distribuídos. Cerca de 20% vivem em Lisboa, 16% no Porto e 7% em Aveiro, com o restante espalhado por diferentes regiões do país.

O levantamento revela ainda que 43% dos profissionais estão em Portugal entre três e cinco anos, enquanto aproximadamente um quarto já reside no país há mais de cinco anos, o que, segundo o levantamento pode sinalizar um indicativo de processos migratórios que começam a ganhar estabilidade.

Outro dado relevante é que 58% destes profissionais chegaram ao país já com emprego, o que sugere uma demanda concreta e estruturada por talento especializado. Não por acaso, 86% dos participantes do levantamento atuam diretamente em TIC, enquanto os 14% restantes são fundadores de empresas de tecnologia.

As funções desempenhadas por eles são diversas e passam por desenvolvedores de software, cientistas de dados, controle de qualidade e outras especializações técnicas.

Perfil das empresas

Do lado das empresas, o levantamento aponta que a maioria das organizações participantes atua em consultoria tecnológica ou healthtech, com mais de três quartos terços operando predominantemente no modelo B2B.

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Em termos de porte, dois terços das empresas possuem até dez colaboradores, o que indica um ambiente ainda fortemente marcado por startups e pequenas empresas inovadoras. Em relação à diversidade, mais da metade das empresas participantes declara ter mulheres em posições de gestão.

Quando se observa a relação entre Brasil e Portugal nas operações dessas empresas, o estudo aponta que 50% delas já mantinham atividades no Brasil antes de se estabelecerem em Portugal, reforçando a ideia de que o movimento de internacionalização ocorre em duas direções.

Os participantes também relataram que a burocracia administrativa aparece como a principal dificuldade para abertura e consolidação de negócios.

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