A volta do Linkin Park, uma das bandas mais icônicas dos anos 2000, a Portugal foi marcada por um show histórico no Rock in Rio Lisboa neste domingo (21). Ao longo de quase duas horas, a banda norte-americana empolgou quase 100 mil pessoas. No repertório, clássicos que marcaram uma geração dividiram espaço com canções da fase mais recente do grupo.
Nenhum outro dia do Rock in Rio Lisboa gerou tanta expectativa quanto o dedicado ao Linkin Park. Com ingressos esgotados desde abril, a apresentação simbolizou um reencontro aguardado há mais de uma década. A última passagem da banda por Portugal aconteceu em 2014, ainda com Chester Bennington nos vocais. Após a morte do cantor, em 2017, o grupo viveu um longo hiato até anunciar o retorno, em 2024, com a vocalista Emily Armstrong e o baterista Colin Brittain integrando a nova formação.
Desde que se iniciou, em 11 de setembro de 2024, nos Estados Unidos, a turnê From Zero World Tour, que já passou pelo Brasil, tem esgotado ingressos em shows e festivais pelo mundo inteiro.
Emily foi um dos grandes destaques da noite. A vocalista dominou o palco e soltou a voz mesclando hits do novo álbum da banda “The Emptiness Machine” e “Up from the Bottom” com clássicos como “Crawling” e “Somewhere I belong” logo no primeiro ato. Dividido em três atos e um bis, o espetáculo manteve a energia em alta durante toda a apresentação.
Os atos são marcados pela alternância entre clássicos da banda com os hits do novo álbum, como é o caso da sequência com “Overflow”, seguida por “What I’ve done”, “Numb” e “Heavy is the crown”. Enquanto o segundo ato trata da Criação, o terceiro é o colapso até chegar em “Bleed it Out”. Por fim, o bis é marcado por uma sequência lendária da banda com “Papercut”, “In the End” e “Faint”.
Em todos eles, ela mostra uma perfeita sincronia com Mike Shinoda, um dos membros originais da banda. Emily ainda reservou um momento especial para interpretar Where’d You Go, canção do projeto Fort Minor, liderado por Mike Shinoda. Antes da performance, a vocalista contou que a música tem um significado particular para ela, o que tornou a apresentação ainda mais emocionante.
O espetáculo também impressionou pelo apuro visual. Jogos de luzes, projeções e efeitos gráficos tomaram conta dos telões, criando cenários inspirados no espaço, no oceano e em universos futuristas. A estética seguiu a identidade visual apresentada pela banda em seu retorno aos palcos, em 2024, reforçando a proposta de uma nova era para o Linkin Park sem deixar de lado a conexão com o passado.
Emily e Shinoda fizeram questão de estreitar ainda mais a ligação com o público ao longo da apresentação. Durante Two Faced, incentivaram a formação de uma roda punk no meio da plateia, enquanto a vocalista protagonizou um dos momentos mais marcantes da noite ao descer do palco e cantar cercada pelos fãs. Em clima de celebração, a banda também homenageou o país anfitrião ao desfilar com uma bandeira de Portugal
O público que aguardou ansiosamente por esse momento se emocionou e cantou junto durante praticamente todo o show. Se o concerto agradou e realizou o sonho de muitos fãs, o único detalhe negativo ficou por conta do som que pareceu um pouco baixo, especialmente para quem estava mais distante do palco.
Pastel de Belém gratuito
Ao longo da semana pré-show, os membros da banda estiveram presentes no lendário Pasteis de Belém e ofereceram, entre sexta-feira e domingo, 500 pasteis de Belém de graça, além de autógrafos, fotos e brindes exclusivos, em uma colaboração chamada Linkinata. Alguns fãs estiveram de madrugada na fila à espera.
Outra novidade foi a chamada para o documentário da banda Unshatter, que focará no processo de retorno da banda ao longo dos últimos anos e não incluirá a era Chester Bennington, conforme Mike Shinoda revelou em entrevista recente à BBC. Ainda não há informações sobre o lançamento.
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Renan Araújo