O artista e performer João Pedro Fonseca estreia Metaviolence, uma criação que especula sobre a extinção emocional do ser humano num futuro dominado por máquinas.
A performance apresenta-se nos dias 18 e 19 de outubro, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, cidade natal do autor, e segue depois para Lisboa, com sessões de 1 a 3 de novembro, no novo espaço ZABRA, em pré-abertura na zona do Parque das Nações. As vozes em off de Albano Jerónimo e Mariana Monteiro integram o espetáculo.
Em Metaviolence, Fonseca imagina um mundo em que a violência foi erradicada por um vírus disseminado através da droga Viol, tornando os humanos incapazes de reagir ou se defender.
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Fragilizada e à beira da extinção, a humanidade passa a ser estudada por entidades tecnológicas que criam o dispositivo Metaviol, concebido para recolher os últimos vestígios emocionais dos seres humanos.

João Pedro Fonseca explora políticas pós-humanas e filosofias especulativas, com foco na relação entre tecnologia e natureza. Crédito: Divulgação
A performance combina teatro e tecnologia avançada, propondo uma reflexão sobre o limite entre o biológico e o sintético, entre o instinto e os dados.
Segundo o criador, “a violência em metaviolence já não é física, mas simbólica ocorre quando os corpos são lidos, extraídos e catalogados”.
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O espetáculo apresenta-se como uma ficção distópica e sensorial, onde o colapso da biologia e a ascensão das máquinas expõem a fragilidade emocional da espécie humana. Fonseca e o Centro Artístico ZABRA assinam, assim, uma criação que questiona o que resta de humano num mundo pós-instinto. Os bilhetes custam 7,5 euros.
Lamego: Teatro Ribeiro Conceição
Datas: 18 e 19 Outubro, às 18h
Lisboa: Centro Artístico Zabra Datas: 1, 2 e 3 de novembro, às 19 h

Jordan Alves