A falta de mão de obra na construção civil, dominada por estrangeiros, já tem se tornado um problema em Portugal e gerado críticas por parte de empresários do setor, especialmente após as restrições à imigração impostas pelo governo de Luis Montenegro. A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) calcula que faltam de 80 mil a 100 mil trabalhadores no setor.

Para tentar atenuar o problema, a Agência para Integração, Migrações e Asilo (Aima), lançou nesta semana o programa Integrar para a Construção, dedicado a formar imigrantes para trabalhar na construção civil no país. Este programa prevê formar 500 pessoas em 25 grupos de formação. As candidaturas estão abertas até o próximo dia 5 de julho. O investimento do órgão será de 2,5 milhões de euros.

“O objetivo global é reforçar a integração no mercado de trabalho nacional por meio de percursos de formação orientados para setores estratégicos da economia portuguesa, através de um modelo integrado de qualificações que articula aprendizagem da língua portuguesa com aprendizagem técnica e acesso a experiências reais de trabalho”, explica o comunicado.

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A ideia é realizar formações direcionadas a imigrantes, requerentes e beneficiários de proteção internacional e beneficiários de proteção temporária, em território nacional.

Estão incluídas áreas como carpintaria, eletricista, canalização, máquinas, pinturas e acabamentos. O programa inclui formação técnica e preparação para o contexto de trabalho, além de acesso a bolsas de formação, seguro de acidentes pessoais e subsídios de alimentação e de transporte.

“O programa pretende facilitar a transição ou reintegração no mercado de trabalho, especificamente no setor da construção civil, através de formação técnica, experiência em contexto e apoio à inserção no mercado de trabalho, contribuindo para o aumento da autonomia e da capacidade de adaptação ao contexto laboral dos participantes”, afirma a Aima.

O programa é uma parceria da Aima com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas (CICCOPN) e p apoio da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN) e da Fundação Ageas.

Para se inscrever é preciso ter 18 anos, estar em situação regular em Portugal (com documentação válida), ser requerente ou beneficiário de proteção internacional ou beneficiário de proteção temporária, não frequentar estudos em tempo integral, não estar aposentado ou em situação de baixa médica, ter capacidade de comunicação em língua portuguesa e demonstrar interesse pela área.

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A pessoa deve apresentar os seguintes documentos: comprovativo de domicílio fiscal; IBAN de conta bancária portuguesa de que o candidato seja titular; comprovativo da situação profissional (declaração da entidade empregadora com indicação do horário de trabalho ou comprovativo atualizado da atividade, no caso de trabalhadores independentes).

Para mais informações clique aqui por meio do Formulário de Contato da Aima. Dúvidas podem ser tiradas pelo email: integrar.construcao@aima.gov.pt

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