Que o hambúrguer e o cachorro-quente são populares mundo afora não é novidade. Mas, e se em vez de carnes convencionais – como boi e frango –  ou salsicha, entrarem em cena ingredientes bem portugueses, como pato e polvo?
A ideia dos sanduíches (ou das sandes, como se diz em Portugal) com aquela dose de criatividade, é obra de dois chefs: o estrelado Rodrigo Castelo, do Ó Balcão, em Santarém, e de Elísio Bernardes, do Sea Me, que acaba de abrir mais um espaço em Alvalade, Lisboa.
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No Shack Quack, Castelo explora uma outra vertente do seu talento  gastronômico ao sair do peixe de rio e imergir no pato, um produto de caça presente da dieta portuguesa há centenas de anos.
sanduíche de pato e

O Quack Signature leva hambúrguer de pato, queijo americano, cebola confitada, alho-francês laminado, picles de laranja e pepinos extra finos. Crédito: Divulgação/Shack Quack

“Este hambúrguer não tem intensificadores de sabor. É um hambúrguer completamente artesanal e nutricionalmente muito bom, que se beneficia das qualidades da carne de pato, que é muito suculenta e intensa”.
Para chegar ao ponto ideal entre carne e gordura, foram oito meses de testes a partir do convite dos empresários Nuno Pimenta e João Seabra, que se inspiraram em uma viagem a Londres para criarem o conceito.
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São três opções no menu, da mais simples a mais elaborada, que remete à combinação do pato com laranja e leva alho-poró, cebola crocante e pepinos: é o Shack Quack Signature.
“Eu adoro acidez e, neste caso, a laranja corta um pouco da gordura. O picles de laranja casa bem e une os sabores”, diz.
Para além das opções de hambúrgueres, que podem vir acompanhados de batatas fritas cuidadosamente selecionadas e de um rótulo de cerveja da MUSA pensada especialmente para a casa, há croquete.
“Das aparas do pato, temos essa opção, que também é muito portuguesa”, diz o chef.

Quackette: os croquetes de pato do Rodrigo Castelo. Crédito: Divulgação/Shack Quack

Do mar para “a sandes gourmet”

À frente da cozinha do Grupo Sea Me, o chef Elisio Brnardes sabe como poucos trabalhar a matéria-prima originária do mar. Não à toa, foi da azáfama diária que surgiu a ideia do cachorro-quente (chamado de cachorrinho por aqui).

Cachorro-quente de polvo do Sea Me do Time Out Market. Crédito: Divulgação/Sea Me

“O Octo Dog nasceu no contexto do Sea Me e hoje ganhou versões especiais para Mercado da Ribeira , o espaço hoje conhecido como Time Out Market Lisboa”, diz.

O chef Elísio Bernardes criou o Octo Dg. Crédito: Divulgação/Sea Me

De acordo com o chef, a ideia é dar ao nobre polvo um formato mais descontraído. “Partimos da versão mais tradicional da sandes de polvo que o Sea Me já tinha e criamos variantes para o quiosque do Time Out Market”, explica.
No lugar da salsicha, entra o polvo cozido em baixa temperatura. “Isso permite manter os sucos e textura macia do molusco. Esta escolha valoriza o mar, o sabor de marisco, e transporta-o para o formato de street food, algo moderno e “fora do óbvio”, defende Bernardes.
Outro diferencial é o pão, feito de massa-mãe, o que confere sabor e texturas distintas em comparação com pães industriais comuns.
“Para fechar, incluímos acompanhamentos que elevam o prato, como versões com pico de galo, cebola frita, BBQ fumado ou coentros e guanciale”, completa o chef.
Os cachorros-quentes de polvo estão disponíveis em versões como o
Hot Dog Polvo Mex, com polvo, pico de galo e cebola frita, com altas doses de picância, o Hot Dog Polvo BBQ, que leva maionese defumada e recebeu a alcunha de churrasco do mar e o Mediterrânico, com coentro e guanciale.
“Todas as opções permitem aos clientes escolherem conforme o seu paladar: mais picante, mais fumado, mais mediterrânico”, finaliza.