Bad Bunny faz história e leva a América Latina ao palco do Super Bowl
Show do artista, que se apresenta em Lisboa no dia 26 de maio, foi dominado por músicas em espanhol e mensagens contra as políticas anti-imigração do governo Trump
- Lisboa
Fevereiro 9, 2026
O show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl na noite de domingo (8) marcou um momento histórico na cultura pop. Pela primeira vez, o palco do evento de maior audiência dos Estados Unidos foi dominado por músicas em espanhol e mensagens contra as políticas anti-imigração do governo Trump.
O artista, que se apresenta em Lisboa no dia 26 de maio, citou nações latino-americanas e transformou o espetáculo em uma celebração da identidade latina em plena final da NFL. “A única coisa mais poderosa que ódio é o amor”, disse.
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Ao som do reggaeton, o Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, foi à loucura em uma apresentação que teve participações especiais de Ricky Martin e da diva pop Lady Gaga.
Historicamente pensado para maximizar audiência e faturamento publicitário, o intervalo do Super Bowl ganhou um novo significado em 2026. Ao se apresentar em espanhol, Bad Bunny rompeu padrões estabelecidos e ampliou a representação latina em um espaço tradicionalmente dominado pela cultura anglo-saxônica. O feito ocorre em um contexto de intensos debates sobre imigração nos EUA e críticas às políticas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
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Donald Trump critica artista
A apresentação também provocou reação política. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o show em suas redes sociais, classificando-o como uma “bagunça”, sem citar diretamente o nome do artista. Aliados do republicano chegaram a organizar protestos simbólicos contra a apresentação.
“O show do intervalo do Super Bowl foi absolutamente terrível, um dos piores de TODOS os tempos! Não faz sentido algum, é um desrespeito à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é nojenta – especialmente para crianças pequenas que estão assistindo em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo. Esse ‘show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso país. (…)”
Bad Bunny, que nunca abriu mão de sua identidade latina para conquistar o mercado norte-americano, reafirma seu papel não apenas como estrela da música, mas como símbolo cultural da América Latina.

jordan@revistaentrerios.sapo.pt