Brasileira que vive no Algarve quer ser Miss Portugal; conheça a sua história
Em entrevista à EntreRios, Milena Cassani fala sobre como irá representar o Algarve na competição nacional
- Lisboa
Junho 13, 2026
Entre os corredores do Bossa Market 2026, realizado na FIARTIL, em Cascais, a brasileira Milena Cassani chamou a atenção não apenas pela elegância, mas também pela história que a levará a representar o Algarve no concurso Miss Portugal. Nascida em Petrópolis, Rio de Janeiro, e radicada em Portugal há seis anos, ela conquistou o título de Miss Algarve e agora se prepara para disputar a etapa nacional da competição, marcada para o dia 26 de julho.
Em entrevista exclusiva à revista EntreRios, Milena falou sobre sua trajetória na Europa, o acolhimento que encontrou no Algarve, a preparação física e psicológica para o concurso, os custos envolvidos na disputa e o sonho de chegar ao Miss Universo.
Conte um pouco sobre a sua relação com Portugal. Quando você chegou ao país e o que a trouxe para cá?
Vim muito nova para a Europa, aos 18 anos. Hoje tenho 27. Minha motivação sempre foi buscar oportunidades de estudo e trabalho. Ao longo desses anos, viajei para cerca de 35 países e morei em alguns deles, como Irlanda, República Tcheca e França. Apesar de toda essa experiência internacional, eu nunca me senti verdadeiramente em casa. Foi em Portugal, mais especificamente no Algarve, que encontrei esse sentimento de acolhimento. Lisboa é uma cidade que gosto muito, mas é grande demais para mim. Já o Algarve me trouxe uma sensação de pertencimento que eu não sentia há muito tempo.

E hoje você já se considera algarvia?
Sem dúvida. Moro em Albufeira, já comprei uma casa lá e pretendo continuar vivendo na região. Foi o lugar que me acolheu e onde construí minha vida.
Para quem pretende visitar o Algarve, qual seria a sua recomendação além dos pontos turísticos mais famosos?
Eu gosto muito da Praia de São Rafael. É uma praia lindíssima, com águas cristalinas e um cenário incrível. É um lugar mais tranquilo e onde consigo aproveitar o mar com mais calma. Claro que a Gruta de Benagil também é imperdível, mas São Rafael é um dos meus lugares favoritos.
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Como está sendo a preparação para o Miss Portugal?
A preparação tem sido muito intensa. Desde que conquistei o título de Miss Algarve, em dezembro, tenho trabalhado principalmente a parte psicológica. Para mim, essa é a base de tudo. Quero me tornar uma pessoa mais confiante, controlar melhor a ansiedade e evoluir constantemente.
Você faz terapia?
Faço, inclusive mais de uma. Sou formada em Psicologia e acredito muito nesse processo de autoconhecimento. A terapia me ajuda a lidar com a ansiedade, a compreender melhor minhas emoções e a ganhar segurança. Sempre fui muito nervosa para entrevistas e gravações, então venho trabalhando isso há bastante tempo.
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O fato de ser brasileira representando o Algarve já foi um obstáculo?
Nunca. Tenho dupla cidadania, também sou italiana, mas meu sotaque brasileiro é evidente. Ainda assim, nunca enfrentei qualquer problema por causa disso. Pelo contrário, sempre fui muito bem recebida. O acolhimento que encontrei em Portugal foi algo que não experimentei em outros lugares.
Existe um peso maior em representar uma região tão conhecida como o Algarve?
Existe uma responsabilidade, sim, mas também muito orgulho. O Algarve me abriu portas e me fez sentir em casa. Por isso procuro conhecer cada vez mais a cultura local e representar a região da melhor forma possível.
Caso vença o Miss Portugal, qual será o próximo passo?
A vencedora segue para o Miss Universo. É um sonho enorme e uma motivação extra para continuar me preparando.
Além do trabalho psicológico, como é a preparação física?
Trabalho bastante o corpo e a saúde. Faço exercícios físicos três vezes por semana e pratico pole dance artístico, que é uma modalidade de que gosto muito. A preparação para um concurso de beleza envolve várias áreas: físico, comunicação, passarela e autoconfiança. Tudo precisa estar alinhado.
Participar de um concurso desse porte exige investimento?
Bastante. É um investimento significativo. Felizmente tenho algumas parcerias com lojas de vestidos, fotógrafos, videomakers e profissionais que me ajudam na produção de conteúdo. Mas também existe um investimento pessoal importante, porque muitos custos acabam ficando por conta da própria candidata.
Dá para levar um pouco da brasilidade para um concurso representando Portugal?
Acho que o mais importante é ser autêntica. Não se trata apenas do país onde você nasceu, mas de quem você é. Sou brasileira e isso faz parte da minha identidade. Não preciso forçar essa característica, ela já está presente naturalmente. Às vezes falo da culinária brasileira ou de aspectos da nossa cultura, mas procuro, acima de tudo, ser eu mesma.
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E como é a sua rotina fora dos concursos?
Trabalho na área de recursos humanos em uma empresa de criptomoedas. Atualmente estou em regime de meio período porque decidi dedicar mais tempo ao concurso. Desde muito jovem sonhava em atuar no universo da moda, mas a vida acabou me levando por outros caminhos. Agora sinto que esse sonho está despertando novamente, então estou me dedicando tanto à minha carreira profissional quanto a essa oportunidade de disputar o Miss Portugal.
fernanda@revistaentrerios.pt