A produção de vinho ganhou contornos de alta tecnologia na recém-inaugurada Adega do Cedro, em Peso da Régua, na região do Douro, em Portugal. Batizada de “Adega do Futuro”, a unidade chama a atenção pela arquitetura moderna e pelo controle praticamente digital de toda a operação. Com investimento de 27 milhões de euros, o projeto aposta na automação para produzir cerca de 6 milhões de litros de vinho por ano, reduzindo em até 40% o consumo de energia. Grande parte dos equipamentos utilizados também foi desenvolvida em Portugal.
O diferencial está na forma como a tecnologia foi incorporada ao processo de vinificação. O monitoramento da adega é feito por meio de telas e tablets conectados a um sistema totalmente automatizado. Além disso, cada mangueira utilizada na produção recebe um chip de identificação, permitindo rastrear e controlar as etapas do processo. Na unidade são produzidos vinhos tintos, brancos, rosés e vinhos do Porto, com foco em preservar a qualidade da matéria-prima desde a chegada das uvas até o produto final.

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Segundo Jorge Dias, diretor-geral do grupo Granvinhos, a estrutura foi planejada para atender diferentes tipos de produção e valorizar a viticultura da região.
“A Adega do Cedro desempenha uma dupla função de vinificação de vinhos do Porto e do Douro. Com uma capacidade para processar 8.000 toneladas de uvas, integra um conjunto de inovações tecnológicas que permitem maximizar o potencial qualitativo das uvas de cerca de 800 viticultores, distribuídos por oito concelhos da Região Demarcada do Douro”, explica.
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Para Cláudio Santos, responsável pelos projetos do grupo Granvinhos, a automação também contribui diretamente para a qualidade do vinho.
“Cada operação efetuada aqui é automática, feita pelo enólogo ou pelos operadores com a orientação do enólogo e que permite de qualquer lugar chegar a qualquer ponto da adega. Nós tentamos, com a tecnologia, com um bom dimensionamento, trazer ao máximo essa possibilidade e transferirmos o nosso vinho a baixa velocidade, a baixa pressão, porque isso também os preserva e traz mais qualidade”, diz.

Além da tecnologia, a Adega do Cedro chama a atenção pelo projeto arquitetônico, pensado para se integrar à paisagem do Alto Douro Vinhateiro, região reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO.
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