Coala Festival 2026: Zé Ibarra relembra início do Bala Desejo e anuncia novidade para os fãs
Em conversa com a EntreRios, músico também revelou rotina para enfrentar 23 shows em 30 dias: "Atletas de voz"
- Lisboa
Junho 1, 2026
A abertura do segundo dia do Coala Festival Portugal coube ao cantor e compositor Zé Ibarra, que subiu ao palco no domingo (31) carregando não apenas a responsabilidade de iniciar a programação, mas também uma relação afetiva construída ao longo dos anos com o evento.
Em entrevista, o artista destacou que sua ligação com o festival vai além da música. “Minha relação com o Coala é antiga”, afirmou à EntreRios. Segundo ele, o festival teve papel fundamental na criação do Bala Desejo, grupo que marcou sua trajetória.
“O Coala criou junto comigo e com os meus amigos o Bala Desejo. Isso mudou minha vida”, relembrou.
Por isso, participar do evento tem um significado especial. “Estar aqui é meio família. É quase como se eu não estivesse tocando num festival, tô com a minha galera, disse.

Vivendo uma intensa temporada de apresentações pela Europa, Zé Ibarra também comentou os aprendizados acumulados durante os 30 dias de estrada. Ele descreveu a experiência como um verdadeiro teste de resistência. “Quando eu aprendi que turnê não é turismo, melhorou muito minha vida”, explicou. O cantor contou que mantém uma rotina disciplinada para suportar a sequência de shows. “São 30 dias de trabalho. Eu fico recluso, durmo muito e como muito para manter a energia”, revela. O desafio maior, segundo ele, está na preparação física e vocal.
“Resistir a 23 shows em 30 dias é maratona, é loucura. É atletismo. Você tem que virar um atleta da voz”, afirmou, acrescentando com bom humor: “Eu achei que ia morrer, mas não vou morrer”.
Ao falar sobre os próximos passos da carreira, o músico adiantou que prepara um importante registro audiovisual de sua atual fase artística. “Vou gravar ao vivo esse show no Rio de Janeiro”, contou. A apresentação marcará a celebração de um ano de seu mais recente disco e dará origem a um projeto visual que reunirá todo o repertório nas plataformas digitais. “Quero que isso vire um documento.”

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Cultura portuguesa em casa
Fora dos palcos, Zé também falou sobre a influência da cultura portuguesa em sua vida, especialmente por conta do casamento de sua mãe com um português há cerca de dez anos. “Mudou completamente”, disse.
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Entre os hábitos incorporados, ele citou os rituais à mesa e a gastronomia lusitana. “Antes de música, eu gosto de comida”, brincou, revelando algumas das suas preferências: “Eu adoro alheira. Adoro alheira de carne de caça”.
jordan@revistaentrerios.pt
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