Se correr no parque sob 40 °C parece missão impossível, talvez seja hora de mudar de cenário. Em Lisboa, a água virou aliada de quem quer continuar ativo durante o verão, com aulas que unem exercício, diversão e alívio para o calor. Aquabike, aquaphysio e aquabounce estão entre as opções que fogem do básico e prometem um treino completo sem o desconforto das altas temperaturas.
Muito além da tradicional hidroginástica, as modalidades aquáticas ganharam espaço nas academias da capital portuguesa e atraem desde quem procura melhorar o condicionamento físico até quem busca reduzir o impacto nas articulações ou aliviar as tensões do dia a dia. A resistência natural da água faz com que os exercícios trabalhem diferentes grupos musculares ao mesmo tempo, enquanto o corpo permanece em uma temperatura muito mais agradável do que fora da piscina.
No Club 7, um dos espaços que oferecem esse tipo de atividade, a professora Cátia Viegas explica que a água potencializa o treino e ainda favorece a recuperação muscular. “A aula trabalha todos os grupos musculares, braços, abdômen e pernas, sem ter de mudar de máquina. Ela também pode ser complementar à musculação. A pessoa faz a hipertrofia do músculo e depois vai para dentro da água, onde ele relaxa. A água massageia o músculo e, por isso, no dia seguinte, geralmente não há dores”, afirma.
Segundo a profissional, quem consegue combinar as duas atividades tende a aproveitar ainda mais os benefícios. “Faz primeiro o treino na máquina e depois vai para dentro da água. Mas, se tiver que escolher entre um e outro, eu escolheria sempre o exercício dentro da água, porque é muito mais completo. Não há nenhuma máquina que faça o que você faz dentro da água”, diz.
Aquabike: pedaladas dentro da piscina
À primeira vista, a bicicleta parece ter parado no meio da piscina por engano. Mas basta a aula começar para entender por que a modalidade conquistou espaço nos ginásios. A aquabike funciona como uma aula de spinning realizada dentro d’água. O aluno pedala em bicicletas fixas submersas enquanto executa diferentes intensidades de esforço, com o auxílio da resistência natural da água.
O exercício fortalece pernas, glúteos e abdômen, melhora o condicionamento cardiovascular e reduz significativamente o impacto sobre joelhos e tornozelos. “No cycling você está num estúdio fechado com ar-condicionado, vai a altas temperaturas e um cardio brutal. Você pinga, transpira e por isso que o ar-condicionado está ligado, não é? Dentro da água não precisa. Por mais que você faça esforço em cima da bicicleta, você está a ser refrescada, a sua temperatura corporal aumenta, mas a água que está abaixo vai arrefecer o seu corpo, portanto, nunca chega àqueles níveis de batida cardíaca brutal”, diz Cátia.

Aquaphysio: fortalecimento com baixo impacto
Indicada para pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento físico, a aquaphysio utiliza exercícios funcionais realizados na piscina para melhorar força, mobilidade, equilíbrio e coordenação motora.
A modalidade costuma ser procurada tanto por quem está em processo de reabilitação quanto por pessoas que desejam prevenir lesões ou simplesmente incorporar um treino mais suave à rotina.
Aquabounce: o trampolim vai para a água
Quem pensa que trampolim é brincadeira de criança provavelmente muda de ideia depois de alguns minutos de aquabounce. A modalidade utiliza pequenos trampolins instalados no fundo da piscina para realizar saltos, corridas estacionárias e exercícios de equilíbrio.
Além de divertida, a aula trabalha o sistema cardiovascular, fortalece pernas e abdômen e melhora a coordenação motora. Como os movimentos acontecem dentro d’água, o impacto sobre as articulações é muito menor do que em atividades semelhantes realizadas em solo. “É uma aula recomendada tanto para pessoas que não fazem ginásio há muito tempo como para quem já faz”, garante Cátia.
Independentemente da modalidade escolhida, uma coisa parece certa: neste verão, trocar o calor do asfalto pela piscina pode ser uma das decisões mais inteligentes para quem não quer abandonar os exercícios.
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