Economia

COP30 e Web Summit: Brasil e Portugal reúnem elite mundial para pensar o futuro

A COP30 olha para o clima, a floresta, a água. A Web Summit olha para os algoritmos, os dados e como por em prática as ideias brilhantes

- Brasil

Novembro 12, 2025

Referências a Cop30 e Web Summit criadas com IA

Na mesma semana, Brasil e Portugal, se tornaram o centro das atenções do planeta. De um lado, Belém do Pará recebe o principal encontro do mundo sobre mudanças climáticas, a COP30, reunindo chefes de estado, líderes e especialistas para discutir o futuro da Terra diante da crise do clima.

Do outro, Lisboa é palco da Web Summit, o maior evento de tecnologia e inovação da atualidade, onde a elite tecnológica mundial se reúne para pensar os rumos da nova economia.

Dois países ligados umbilicalmente e um objetivo: desenhar o futuro.

O curioso é que, embora tratem de assuntos diferentes — um fala de aquecimento global, o outro de inteligência artificial — eles se complementam. IA e sustentabilidade estão tão interligados como a história de Brasil e de Portugal.

E é nessa interseção que estão nascendo algumas das ideias mais promissoras do século 21.

Em Belém, a discussão é sobre como conter o aquecimento global, reduzir as emissões de gases, preservar florestas e garantir um planeta habitável.

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Em Lisboa, o foco é entender como a tecnologia, especialmente a inteligência artificial (IA), pode transformar todos os setores — da saúde à agricultura, do transporte à energia.

Do Brasil, por exemplo, vem uma startup que usa sensores e algoritmos para orientar o uso da água nas lavouras. Diz ao agricultor quando e quanto irrigar, evitando desperdício e reduzindo o consumo de energia.

Outra aplica IA para analisar o gasto elétrico de empresas, detectar desperdícios e propor soluções automáticas que economizam dinheiro e carbono ao mesmo tempo.

Em Portugal, as ideias inovadoras também se multiplicam. Uma startup nascida em Coimbra cria comunidades nas quais moradores e empresas produzem e compartilham eletricidade de fontes renováveis, tudo coordenado por sistemas inteligentes que equilibram a geração e o consumo.

Outra, de Lisboa, usa algoritmos para prever falhas em turbinas eólicas e painéis solares, aumentando a eficiência das energias limpas.

E uma terceira desenvolve sistemas de manutenção preditiva para ônibus e caminhões, reduzindo quebras, consumo de combustível e emissões de gases.

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A IA ajuda a medir, prever e corrigir impactos ambientais com precisão. Satélites com algoritmos identificam áreas de desmatamento, calculam estoques de carbono e até estimam o quanto uma floresta está realmente capturando de CO₂.

No outro extremo, gigantes da tecnologia, como o Google, usam IA para reduzir o consumo de energia de seus centros de dados em até 40%.

Existe uma preocupação em tornar a própria inteligência artificial mais verde. Afinal, o treinamento de grandes modelos consome muita energia. É um paradoxo interessante: a IA ajuda o planeta, mas precisa ser ajudada para se tornar mais eficiente.

É o debate que Lisboa abraça na Web Summit, enquanto Belém, na COP30, discute como financiar a transição. De um lado, o capital e as ideias. Do outro, as políticas e os compromissos. E no meio disso tudo, uma nova geração de soluções.

Belém e Lisboa viram, na mesma semana, a esperança e a inteligência se encontrarem.

Ambas as reuniões, cada uma a seu modo, tratam do mesmo tema: como fazer o mundo funcionar melhor. A inteligência artificial pode ser a ferramenta que ajuda a humanidade a viver de forma mais sustentável. E a sustentabilidade é o teste que vai dizer se a inteligência — natural ou artificial — está realmente a serviço da vida.

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aziz.filho@avenidacom.com.br