Economia

Delta entra no top 20 de marcas mundiais de café e destaca parceria vital com o Brasil

Durante evento em Campo Maior, o primeiro-ministro Luís Montenegro destacou a relevância desta cooperação estratégica: "Um dos principais fornecedores da matéria prima"

Abril 30, 2026

O primeiro-ministro de Portugal Luís Montenegro durante visita à fábrica. Crédito: Jordan Alves
O primeiro-ministro de Portugal Luís Montenegro durante visita à fábrica da Delta. Crédito: Jordan Alves

O Grupo Nabeiro Delta-Cafés anunciou um investimento estratégico superior a 20 milhões de euros na modernização e expansão da unidade industrial Novadelta, situada em Campo Maior. O projeto, iniciado em 2019 e agora em fase avançada de conclusão, permite à fábrica duplicar a sua capacidade de produção anual — que atualmente se fixa nas 100 toneladas de café por dia —, consolidando-a como a maior torrefatora da Península Ibérica.

O anúncio oficial ocorreu durante uma visita às instalações nesta quinta (30), que contou com a presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e do Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida. Na ocasião, o grupo revelou também que passou a integrar oficialmente o “top 20” das maiores marcas de café do mundo.

Crescimento da rede e do emprego

O processo de expansão tem tido um impacto direto na estrutura de recursos humanos da empresa. Segundo Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, a equipe cresceu de cerca de 3.700 colaboradores há dois anos para mais de 4.000 no início de 2026. Para o executivo, este salto estratégico é fundamental para alcançar o “top 10” mundial:

“Nós gostamos muito de executar, para mim a chave de tudo está na execução e na forma como fazemos acontecer e portanto ter uma rede forte de gente que acredita na nossa cultura, na nossa forma de fazer e acredita no nosso projeto é essencial para irmos crescendo.”

A importância estratégica do mercado brasileiro

O Brasil mantém-se como o pilar central da operação da Delta, sendo o principal fornecedor de matéria-prima para o grupo. Nabeiro sublinha que a diversidade e as propriedades do café brasileiro são fundamentais para a identidade do produto: “sem o café do Brasil, os blends da Delta não seriam aquilo que são”.

O primeiro-ministro de Portugal Luís Montenegro em visita à fábrica. Crédito: Jordan Alves
O primeiro-ministro de Portugal Luís Montenegro e o ministro da economia Manuel Castro Almeida durante visita à fábrica. Crédito: Jordan Alves

Além do fornecimento, o Brasil tem servido de laboratório para novos modelos de negócio. A rede Delta Express, que conta atualmente com 80 cafetarias no mercado brasileiro (com forte presença em aeroportos), inspirou a expansão do modelo de franchising para Portugal, onde já operam 18 unidades da insígnia.

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, destacou a relevância desta parceria transatlântica para a economia portuguesa:

“O café do Brasil, é, de fato, um dos principais fornecedores da matéria prima para este empreendimento, que é a Delta, e nós por aqui ainda temos muito caminho para andar e podemos fazer muito mais e para podermos receber o café, temos que trabalhar e depois vender também no mercado.”

jordan@revistaentrerios.pt

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