Esporte

Diretor do Millenium Estoril Open celebra sucesso do torneio e quer João Fonseca de volta à competição em 2027

João Zilhão fez um balanço da competição, que voltou a ser um ATP 250 e foi disputado pela primeira vez no mês de julho

Julho 27, 2026

João Zilhão comemorou o sucesso do torneio e espera João Fonseca de volta à competição portuguesa. Crédito: Millenium Estoril Open

O diretor do Millenium Estoril Open, João Zilhão, celebrou o sucesso do torneio que terminou nesse domingo (26) com a vitória de Luca Van Assche na chave de simples. A estimativa é que o evento renda diretamente para o país mais de quatro milhões de euros, além de outros retornos indiretos, como o de mídia de 108 milhões de euros decorrentes de mais 3.000 horas de televisão internacional para mais de 170 países.

“Esse evento projeta Cascais e Estoril para o mundo inteiro e é um grande cartão de visita em termos turísticos para a cidade e para Portugal. É também um grande evento social, que promove ótimas experiências, com um gasto estimado alto e um impacto financeiro muito significativo”, afirmou ele em entrevista exclusiva à EntreRios.

Nesse ano, a direção do torneio investiu mais de seis milhões de euros na sua realização, mais de 20% em relação a 2024. O campeão do torneio de simples ganhou um prêmio de mais de 93 mil euros. Ao longo da semana, mais de 43 mil pessoas passaram pelo complexo.

Andrey Rublev foi uma das grandes estrelas do Estoril Open. Crédito: Renan Araujo

O torneio é o único ATP 250 (torneios de primeira linha do circuito profissional) a ser disputado em Portugal e chegou à sua 11ª edição no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais. Entre 1990 e 2014, o torneio foi disputado no Clube de Ténis do Jamor e recebeu algumas das maiores lendas do esporte como Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic.

Após ter sido “rebaixado” para a categoria Challenger em 2025, ele voltou a ser um ATP 250 em 2026 e pela primeira, ao invés de ser disputado tradicionalmente em abril, foi jogado em julho, em pleno verão.

“Essa é uma edição histórica porque pela primeira vez em 35 anos o torneio é jogado em uma nova data, no verão. A adesão do público, dos fãs, da imprensa e dos patrocinadores têm sido muito grande”, destacou o diretor.

Para enfrentar as altas temperaturas a organização tomou medidas para oferecer mais conforto aos torcedores. “Tivemos mais sombras, mais guarda-sóis, um patrocinador que oferece protetor solar e em muitas zonas as pessoas podem se refrescar com aquelas ventoinhas a borrifar água. Também tomamos medidas como adiar os jogos das semifinais para o fim da tarde para estar mais fresco, assim como a final que foi disputada às 17h30”, reforçou.

Estádio Millenium que recebe os principais jogos do ATP 250 de Estoril. Crédito: Divulgação Millenium Estoril Open

O torneio contou com grandes momentos como a despedida do suíço Stan Wawrinka das quadras de saibro e as presenças de nomes importantes do top 20 mundial como Andrey Rublev e Luciano Darderi. Por outro lado, teve desistências de última hora como as de Casper Ruud e Alejandro Davidovich Fokina. Também não houve a presença de nenhum Top 10 mundial. Mas nada que preocupasse João Zilhão

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“O quadro estava excelente e perdemos alguns jogadores antes de começar, mas ainda assim continuamos com um nível muito alto. Apesar do contratempo no ano passado, tornamos o Millenium Estoril Open muito atrativo, já que é uma prova de referência nacional e internacional”, afirmou.

Ausência do fenômeno João Fonseca

Uma das ausências sentidas também foi a do brasileiro João Fonseca, o maior fenômeno dos tênis brasileiro dos últimos anos, que esteve presente na disputa em 2024 e 2025, mas não chegou longe em ambas as edições.

“Sua presença aqui despertou muito interesse e é bom ver o João Fonseca a projetar novamente o interesse do tênis do Brasil. Sua performance em Roland Garros foi inacreditável e queremos tê-lo de volta por aqui”, ressaltou.

Ele ainda lembrou ter trabalhado na edição do ATP Finals (antigo Tennis Masters Cup), em 2000, vencido pelo brasileiro Gustavo Kuerten em Lisboa em uma disputa contra André Agassi. Esse foi um dos títulos mais marcantes na carreira do maior tenista brasileiro da história.

Na edição de 2026, quem brilhou no torneio foram os duplistas Orlando Luz e Rafael Matos que chegaram à final da competição.

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João ainda destacou que a procura do público brasileiro para assistir ao Estoril Open é muito significativa e citou a presença de patrocinadores como o Major Group, grupo empresarial português que possui diretores brasileiros, e da Oakberry, marca de açaí fundada por brasileiros e presente em todo mundo que possui uma forte ligação com o tênis.

O CEO brasileiro da empresa, Georgios Frangulis, é namorado da tenista Aryna Sabalenka, líder do ranking mundial no tênis feminino.

renan@revistaentrerios.pt

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