Dono de sucessos como O Sol e Morena, Vitor Kley está de volta a Portugal para uma nova temporada de concertos. O cantor brasileiro de 31 anos abriu a Tour APGC na semana passada, em Gavião, e permanece no país para cumprir mais sete apresentações. A próxima acontece neste sábado (25), no festival Santa Cruz Ocean Spirit, em Torres Vedras.
Em entrevista à EntreRios, o artista falou sobre a relação construída com Portugal, onde viveu durante algumas temporadas entre 2020 e 2022. Kley recordou a ligação com a cultura portuguesa, a proximidade com o público, a admiração por nomes como Xutos & Pontapés e Expensive Soul e refletiu sobre o amadurecimento pessoal e artístico conquistado desde então. Também antecipou o que o público pode esperar dos próximos espetáculos da turnê.
“A gente fica dois meses, praticamente morando aqui. Criamos nossa rotina: academia, tênis, praia… Então, está sendo muito massa, falando dessa questão da estadia. É sempre incrível tocar por aqui. A estrutura, como as cidades e as pessoas nos recebem, todo o carinho, a educação. Estou muito feliz da gente atravessar o oceano e ter todo esse carinho por nós, pelo nosso som. Isso é maravilhoso. E uma coisa que eu tenho certeza é que vamos dar a vida nos shows e estar muito felizes ali. Entregues 100% ao público”, contou Kley.

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Anos após a moradia em Portugal, o músico deixou a gravadora Midas Music depois de uma parceria de mais de dez anos, tornando-se um artista independente. Os últimos anos marcam um Vitor Kley reflexivo e com uma abordagem plural em relação a estilos, comportamento que se reflete no seu trabalho mais recente.
A turnê promove o álbum As Pequenas Grandes Coisas (2025). O projeto também recebeu como continuação o EP O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas, que apresenta cinco faixas arquivadas das sessões de gravação. Segundo o artista, o conceito do disco gira em torno do céu, liberdade em alçar novos projetos e amizades. Musicalmente, além do seu próprio estilo, ele cita Jorge Ben Jor como uma das principais inspirações, com faixas como Carta Marcada e Tudo de Bom (Ô Moça) sendo mencionadas como exemplos.
“Eu acho que esse trabalho é uma mistura de tudo que eu ouço. Desde o rap, hip hop, até o pop rock e a Música Popular Brasileira. Como artista independente, eu acho interessante tentar trazer essa união de tudo que eu escuto, tudo que sai naturalmente de dentro de mim. Ainda tenho muita coisa a entregar para o mundo. E os álbuns são isso: são partes da gente, memórias, etapas da nossa vida que botamos para fora, para as pessoas que gostam de nós se conectarem ainda mais com o nosso universo”, disse o cantor.
Parceria dos sonhos
Em uma trajetória de mais de 15 anos, as colaborações de Vitor Kley incluem nomes como Lulu Santos, Samuel Rosa e a dupla Anavitória. E o sonho de mais parcerias continua. O artista revelou que deseja gravar com Djavan, considerando-o um de seus ídolos e relembrando músicas que tocava em bares no início da carreira, como Oceano e Sina.
O cantor também destacou a faixa O Sol, um dos seus principais sucessos, como uma música que deu acesso a músicos dos quais é fã, além de falar sobre a projeção nacional e internacional que recebeu após o lançamento. Além de somar mais de 200 milhões de reproduções no Spotify, a faixa recebeu certificação de platina e chegou ao primeiro lugar das paradas portuguesas.
“Essa música me exponenciou para conhecer meus ídolos. As pessoas que eu comprava disco, via na televisão. Acho que se não fosse O Sol, não estaria aqui falando com vocês, muitas coisas que fiz e faço na minha vida eu não estaria fazendo, então eu tenho que ter consciência disso. É uma música que eu gosto muito de tocar e que resume muito quem eu sou. E o principal: faz bem para as pessoas! Poder fazer algo que faz bem para a humanidade é algo que vale muito e tem milhões de agradecimentos a serem feitos pelo resto da minha vida”, afirmou o músico.

Mesmo viajando pelo Brasil e a Europa com uma agenda ainda a cumprir, Kley promete não diminuir o ritmo de trabalho, citando a possibilidade de lançamentos, parcerias e turnês seguintes. Em alusão ao título do álbum mais recente, ele conta que a “pequena grande coisa” que passou a valorizar mais nos últimos anos foi a plenitude, citando a importância de viver o presente com calma.
“Antes eu não pensava tanto nisso assim. Então, hoje eu trabalho minha mente para estar aqui presente com os meus amigos, vivendo essa turnê, agradecendo o que tenho hoje. A plenitude nos traz essa consciência de que o que temos de mais importante a ser feito é viver o presente da melhor forma possível. E eu sinto que sou uma pessoa melhor sendo assim. Acho que tem momentos que somos muito ansiosos, buscamos muitas coisas. Essa tal busca incansável de chegar em algum lugar, de ser alguma coisa, às vezes nos tira do presente, que é o melhor que a gente pode dar”, concluiu.

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Agenda de Vitor Kley em Portugal
- Torres Vedras, Lisboa – 25 de julho
- Ilha do Pico, Açores – 1º de agosto
- Penamacor, Castelo Branco – 2 de agosto (entrada livre)
- Almancil, Loulé – 5 de agosto (acústico)
- Ilha de Santa Maria, Açores – 22 de agosto
- Corroios, Seixal – 28 de agosto
- Lousada, Porto – 29 de agosto
Após a turnê portuguesa, Kley também tocará nos Países Baixos, Inglaterra, Irlanda e depois voltará a Portugal para um show único em Vila Viçosa, em 13 de setembro. No site oficial do artista é possível conferir a agenda completa de shows e informações sobre ingressos.
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