Especialistas alertam para cuidados em viagens após surto de hantavírus na América do Sul
Após surgimento do Hantavírus é aconselhado fazer consulta do viajante se vai viajar para destinos rurais da América do Sul. Saiba como marcar
- Lisboa
Maio 18, 2026
A Sociedade Portuguesa de Medicina do Viajante (SPMV) alertou para a importância de pessoas que pretendem viajar para regiões da América do Sul onde há transmissão do hantavírus procurarem orientação médica antes da viagem.
Segundo a entidade, turistas com destino a áreas rurais da Argentina, Chile e Uruguai devem ser aconselhados sobre formas de prevenção contra o vírus. O alerta foi divulgado após o surto da variante Andes, associado ao navio de cruzeiro Hondius.
A SPMV destacou que o risco para a população portuguesa continua sendo baixo e que não há transmissão comunitária em Portugal. Mesmo assim, o caso reforça a necessidade de consultas preventivas antes de viagens para áreas consideradas endêmicas.
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A organização também pediu atenção dos profissionais de saúde para possíveis sintomas em viajantes que retornem dessas regiões, principalmente febre, dores musculares e outros sinais compatíveis com a infecção.
Desde que o surto foi anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2 de maio, já foram confirmados oito casos e registradas três mortes.

De acordo com a OMS, o risco é baixo para a população mundial. Ainda não se sabe como o surto começou, mas a suspeita é de que a primeira infecção tenha ocorrido antes do início da expedição, em 1º de abril. O primeiro paciente, um homem holandês de 70 anos, apresentou sintomas poucos dias depois.
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O período de incubação do hantavírus varia entre uma e seis semanas. Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico para a doença, que pode causar uma síndrome respiratória grave. Segundo a OMS, a taxa de mortalidade deste surto está em 27%.
Onde fazer consultas de Medicina do Viajante

Em Portugal, as consultas de Medicina do Viajante podem ser feitas tanto pelo Sistema Público de Saúde quanto em clínicas privadas. Elas servem para orientar quem vai viajar, indicar vacinas necessárias e explicar cuidados para evitar doenças em outros países.
- Serviços públicos: em centros de saúde e centros de vacinação internacional (ex.: Lisboa, Porto e outras cidades).
- Hospitais públicos: alguns hospitais também têm consulta do viajante.
- Clínicas privadas: há várias em Lisboa, Porto e outras cidades que fazem esse tipo de atendimento.
Quanto custa
SNS: geralmente é gratuito ou tem um custo baixo.
Clínicas privadas: a consulta costuma custar entre 50€ e 90€.
Vacinas: são pagas à parte e o preço varia bastante (algumas são baratas, outras podem passar de 100€).
Como marcar
Pelo centro de saúde (SNS).
Por telefone ou site das clínicas privadas.
Em alguns casos, também é possível agendar online ou por teleconsulta.
Quando marcar
O ideal é fazer a consulta com 4 a 8 semanas antes da viagem, para dar tempo de tomar vacinas e fazer toda a prevenção necessária.
susana@revistaentrerios.pt