Fernanda Rodrigues vive fase internacional com série em Portugal e novela vertical no Brasil
Atriz estará na série "Amici" da RTP e na trama "Eu Não Era Louca, Era Casada"
- Lisboa
Julho 4, 2026
Depois de conquistar espaço também em Portugal, Fernanda Rodrigues vive uma fase de novos desafios na carreira. A atriz integra o elenco da série portuguesa Amici, da RTP, apresenta o podcast Café com Pastel ao lado de Bruna Gomes e agora se prepara para voltar às novelas brasileiras com um papel que promete provocar discussões importantes.
Em Eu Não Era Louca, Era Casada, nova novela vertical do Globoplay com estreia prevista para dezembro, Fernanda interpreta Beatriz, uma mulher vítima de gaslighting, forma de abuso psicológico que faz a vítima duvidar da própria sanidade. Manipulada pelo marido, vivido por Ricardo Pereira, ela acaba internada em uma clínica psiquiátrica e precisa reconstruir a própria vida após perder seus bens para o vilão e sua amante, personagem de Barbara Reis. No elenco, Daniel Rocha interpreta o enfermeiro que se torna aliado da protagonista, enquanto Danielle Winits vive a psiquiatra que inicialmente erra o diagnóstico, mas depois passa a apoiá-la.
Para marcar o retorno às novelas, Fernanda também passou por uma transformação no visual, adotando cabelos mais curtos e um loiro iluminado. Em entrevista à EntreRios, a atriz fala sobre a experiência de atuar em Portugal, os desafios da nova personagem, a estreia no formato vertical, a importância de discutir o abuso psicológico e o reencontro com o diretor Adriano Melo.

Como foi essa experiência de gravar Amici? Uma estreia em Portugal, né?
Eu estava louca pra fazer um projeto em Portugal! E foi uma honra receber esse convite nesse momento. A série é muito profunda, intensa, fala sobre amizade, sobre luto, sobre relações humanas. Fiz uma participação bem interessante! Foi uma experiência incrível!
Sobre “Eu Não Era Louca, Era Casada” o que mais chamou sua atenção no convite para protagonizar ?
O que mais me chamou a atenção foi justamente a oportunidade de contar uma história tão atual em um formato novo. Gosto de experimentar linguagens diferentes e achei muito interessante fazer parte desse momento de inovação da dramaturgia. Além disso, a Beatriz é uma personagem cheia de camadas, com uma trajetória que certamente vai provocar identificação e reflexão.
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As novelas verticais têm uma linguagem mais ágil e episódios curtos. Isso influencia a atuação do ator? O que mais você sentiu de diferença?
A essência da atuação continua sendo a mesma: contar uma história com verdade. O que muda é o ritmo. As cenas precisam capturar a atenção muito rapidamente, então tudo precisa ser muito preciso. O enquadramento também influencia bastante, porque o formato vertical aproxima ainda mais o espectador do personagem. Os detalhes, os silêncios e os pequenos gestos ganham ainda mais força.

O título já desperta curiosidade e aborda relacionamentos. O que o público pode esperar da história, sem dar spoilers?
Pode esperar uma história envolvente, cheia de emoção, identificação e reviravoltas. A novela fala sobre relacionamentos, autoestima, força e transformação. Acho que muita gente vai se reconhecer, em algum momento, nas dúvidas, nos conflitos ou nas escolhas das personagens. É uma história que entretém, mas também convida à reflexão.

A saúde emocional, física e os direitos das mulheres estão sempre em pauta. Você se considera feminista?
Acredito na igualdade de direitos, de oportunidades e de respeito entre homens e mulheres. Acho muito importante que a dramaturgia abra espaço para discutir temas que fazem parte da vida de tantas pessoas. Histórias como essa ajudam a ampliar o diálogo e a trazer reflexão de uma forma muito humana, sem deixar de entreter.
Esse formato de novelas verticais tem potencial para conquistar um novo público, inclusive pessoas mais velhas, no streaming? Por quê?
Acredito que sim. Embora tenha uma linguagem muito conectada aos hábitos de consumo atuais, no fim das contas o que aproxima o público é uma boa história. O formato facilita o acesso, porque permite assistir em qualquer lugar e em pequenos intervalos do dia, mas a emoção e a qualidade da narrativa continuam sendo universais. Acho que isso pode conquistar públicos de diferentes idades.
Como foi o reencontro profissional com o diretor Adriano Melo após a parceria em “Fuzuê”?
Foi muito especial. O Adriano é um diretor em quem eu confio muito e com quem já tinha construído uma relação de trabalho muito boa. Reencontrá-lo nesse projeto trouxe uma sensação de segurança e também de entusiasmo por estarmos experimentando uma linguagem diferente juntos. Quando existe confiança entre direção e elenco, o processo fica ainda mais rico e prazeroso.
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