Entrevista

Filipe Ret celebra estreia no Rock in Rio Lisboa e relembra início da carreira nas ruas

Cantor é um dos grande nomes deste domingo (28), na Cidade do Rock

Junho 28, 2026

Filipe Ret. Crédito: Jordan Alves
Filipe Ret. Crédito: Jordan Alves

Filipe Ret cruzou o Atlântico para viver um momento que, até pouco tempo atrás, parecia distante. Neste domingo (28), o rapper faz sua estreia no Rock in Rio Lisboa e leva para a Cidade do Rock um repertório que passeia pelos maiores sucessos da carreira e por faixas do álbum Nume Epílogo, lançado em julho de 2025. Antes de subir ao palco, o artista falou sobre a emoção de tocar pela primeira vez no festival em Portugal.

“Sempre foi um sonho tocar no Rock in Rio, realizei tocando no do Brasil, mas não imaginei que esse sonho fosse expandir e chegar até aqui. Venho com o sentimento de gratidão muito grande.”

Com apenas uma hora de apresentação, Ret precisou adaptar o show para caber no tempo do festival. A solução foi montar um setlist dinâmico, reunindo diferentes fases da carreira. “Fizemos um apanhado. Não estamos acostumados, então tivemos que compilar bastante faixas em uma hora”

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O momento ganha ainda mais significado quando ele olha para a própria trajetória. Muito antes de lotar festivais internacionais, Ret vendia os próprios CDs nas ruas do Rio de Janeiro e fazia apresentações em praças e comunidades.

“É como eu falo na letra, eu cantava literalmente no banco da praça vendendo meu disco, fui artista de rua. Poderia não ter chegado aqui, mas de certa forma cheguei e tento levar um pouco de mensagem pra galera. O Filipe Ret teve uma contribuição para a popularização do rap, do trap, sempre foi uma das direções… Toquei muito em comunidades e no meio da rua pra popularizar e ter essa dimensão que tem hoje. Antes de mim veio um monte de gente abrindo caminho também.”

Filipe Ret. Crédito: Jordan Alves
Filipe Ret. Crédito: Jordan Alves

Hoje, com o trap consolidado como um dos gêneros mais ouvidos do Brasil, o cantor acredita que sua caminhada pode servir de inspiração para quem sonha em seguir pelo mesmo caminho.

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“De alguma forma faz eles estudarem, avaliarem, perceberem e tudo isso cria o movimento de evolução da cena. Hoje o trap é mais ouvido que o pop no Brasil. As mensagens, que são orgânicas, comunicam muito o sentimento das ruas. O quanto isso é visceral, poderoso e convence muitas pessoas. Mérito do poder do rap que transformou a minha vida e a de muita gente.”

Mesmo vivendo um dos momentos mais importantes da carreira, Ret garante que ainda se vê em constante evolução e que os próximos capítulos já estão sendo escritos. “Quanto mais caminho, mais vejo que tem caminho a percorrer. Me sinto jovem aprendendo a criar, tem muita coisa interessante por vir.”

jordan@revistaentrerios.pt

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