A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou oficialmente, nessa quarta-feira (15), o seu escritório em Lisboa no mesmo prédio onde também estão presentes a ApexBrasil, Embratur e o Sebrae.
O local será destinado a uma representação comercial com o objetivo de fortalecer a atuação da instituição em Portugal e de ampliar as parcerias e cooperações internacionais nas áreas da saúde, ciência e inovação.

A instalação da nova sede aconteceu por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a ApexBrasil. Além disso, a Fiocruz já conta com uma sede para representação diplomática na Embaixada do Brasil em Lisboa.
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“Essa é mais uma presença do Brasil aqui em Portugal a fim de ampliar a cooperação Sistema Nacional de Saúde português e com empresas e instituições de pesquisa portuguesas. Estando aqui, a Fiocruz amplia as parcerias com a Europa como um todo e também com países de língua portuguesa. A Fiocruz também estará mais presente na vida dos brasileiros que estão em Portugal, podendo prestar também mais assistência a todos eles”, afirmou o ministro da saúde brasileiro Alexandre Padilha.
Durante o evento também foram assinados acordos de cooperação técnica com as universidades de Aveiro e de Coimbra para fortalecer a cooperação tecnológica, mobilidade de estudantes internacionais, a formação de profissionais e ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de um protocolo envolvendo Infarmed, Anvisa e Fiocruz para ampliar a cooperação regulatória entre Brasil e Portugal. Haverá ainda diversas cooperações entre o Sistema Nacional de Saúde (SNS) português e o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro.
“A Fiocruz, além de oferecer múltiplas atividades na pesquisa, no ensino, na formação e na popularização da ciência, também é uma grande indústria farmacêutica. Para sua sobrevivência, temos que cooperar e interagir com os principais sistemas de Ciência e Tecnologia do mundo, e é o que a gente tem a expectativa de encontrar aqui em Portugal”, destacou o presidente da Fiocruz Mario Moreira.
Portugal é o país com quem a Fiocruz mais possui acordos de cooperação técnica com instituições como Instituto Doutor Ricardo Jorge e as Universidades Lusófona, de Coimbra e a Nova de Lisboa.
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A ideia é também expandir essas parcerias com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Nessa semana, ele participou do lançamento da Escola de Saúde Pública de Moçambique, além de destacar o intercâmbio de 600 médicos angolanos que participaram de especializações no Brasil.
“Nós já temos vários projetos em parceria com a Fiocruz, inclusive com hospitais, unidades de saúde, entidades e o Instituto Nacional de Saúde. A saúde não tem fronteiras, ela é global, nenhum país sozinho consegue fazer face a todos os desafios que tem pela frente. Com a Fiocruz, os portugueses também terão um Serviço Nacional de Saúde mais forte”, ressaltou Ana Paula Martins, ministra da saúde de Portugal.
O ministro Alexandre Padilha também esteve presente no evento “Avançando a Inteligência Artificial para a Saúde”, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS/Europa) em parceria com o Governo de Portugal, em que falou da estratégia de transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS), considerado o maior sistema de saúde pública do mundo, atendendo mais de 200 milhões de pessoas.
Recentemente, o Ministério da Saúde assinou um acordo de R$ 1,7 bilhão com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), do grupo BRICS, para construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, primeiro hospital inteligente do país. O Brasil ainda tem parcerias com a China e a Índia na área de tecnologia para a saúde.
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