Além dos gramados

Gabigol, Ronaldinho Gaúcho e até Pelé: 9 jogadores de futebol que se aventuraram na música

Atletas lançaram músicas, álbuns e apostaram em estilos como rap e samba

- Rio de Janeiro

Julho 22, 2026

Crédito: Reprodução / Instagram (@ronaldinho)
Ronaldinho Gaúcho é um dos futebolistas que se arriscaram na música. Crédito: Reprodução / Instagram (@ronaldinho)

Futebol e música caminham juntos há muito tempo. Com hinos de clubes, cantos de torcida e trilhas de campeonatos, as duas áreas movimentam a cultura, embalam o esporte — às vezes emocionando com gritos de guerra entoados por multidões — e ditam tendências na área cultural, com a amizade unindo artistas e atletas.

E quando os jogadores decidem se aventurar no mundo musical? O que não faltam são exemplos, com atletas lançando faixas, álbuns e até empreendimentos ligados à música. Com nomes como Gabigol, Ronaldinho Gaúcho e Pelé, a EntreRios selecionou nove craques que ‘batem um bolão’ também com o microfone.

Ronaldinho Gaúcho

Nas redes sociais, Ronaldinho Gaúcho deixou de ser conhecido somente pelos dribles e conquistas no futebol, e a música está entre os seus “rolês aleatórios”. A estreia como cantor foi com a música Vamos Beber (2014), gravada em parceria com Dennis DJ e a dupla sertaneja João Lucas e Marcelo. Em 2018, ele participou de Solteiro de Novo, com Wesley Safadão. Somadas, as faixas possuem mais de 60 milhões de reproduções no Spotify.

Crédito: Reprodução / Instagram (@ronaldinho)
Ronaldinho Gaúcho. Crédito: Reprodução / Instagram (@ronaldinho)

E o ex-jogador não vive apenas de parcerias. Em 2020, ele fundou em Belo Horizonte a gravadora Tropa do Bruxo, focada em estilos como rap, trap e funk. O selo lança álbuns e singles de diversos cantores, com algumas participações esporádicas de Ronaldinho.

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Gabigol

Gabigol nunca escondeu a paixão pelo hip-hop. Frequenta shows e é amigo de artistas do gênero. Porém, a conexão musical acabou se tornando ainda mais profunda. Em 2021, quando jogava no Flamengo, ele marcou três gols em uma partida contra o Santos — o que dá direito a pedir uma música no programa Fantástico, da TV Globo — e anunciou a faixa Sei Lá, gravada com o rapper Choji e produzida por Papatinho.

Crédito: Reprodução / X (@gabigol)
Gabigol. Crédito: Reprodução / X (@gabigol)

Posteriormente, com o pseudônimo Lil Gabi, o atacante lançou duas músicas: O Que Você Quer De Mim? (2023), com DJ Zullu e o cantor JF, e Mais uma Estrela (2024), com TOKIODK, LeodoKick e Jorginho Faria. 

Memphis Depay

Um dos destaques do Corinthians e da seleção holandesa, Memphis Depay constrói sua trajetória na música desde 2017, focada no rap. O jogador possui mais de 20 músicas disponibilizadas nas plataformas de streaming, e entre seus principais lançamentos estão o seu único álbum Heavy Stepper (2020) e o EP Falando com as Favelas, feito em colaboração com MC Hariel.

Uma das faixas do EP, Peita do Coringão, é em homenagem ao Corinthians. O maior sucesso do jogador é a canção No Love (2018), que superou 12 milhões de reproduções no Spotify.

Pelé

Nem mesmo o Rei do Futebol e Atleta do Século fugiu da trajetória musical. O primeiro lançamento de Pelé foi o compacto Tabelinha (1969), que possui duas faixas cantadas ao lado de Elis Regina: Perdão Não Tem e Vexamão. Posteriormente, lançou o álbum Pelé (1977), participando das músicas Meu Mundo É Uma Bola e Cidade Grande. O disco serviu como trilha sonora de um documentário homônimo, lançado em 2021, sobre a sua vida e carreira.

Anos depois, Pelé lançou mais músicas como ABC (1997), jingle de uma campanha do Ministério da Educação em combate ao analfabetismo infantil, e Esperança (2016), gravada em homenagem aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Helton

Com 11 anos de carreira no Porto e passagens por Vasco, União de Leiria e Seleção Brasileira, Helton optou por um caminho diferente. O ex-goleiro brasileiro naturalizado português era acostumado com as luvas, mas preferiu outro instrumento de trabalho: a bateria.

Crédito: Reprodução / Instagram (@bandah1oficial)
Crédito: Reprodução / Instagram (@bandah1oficial)

O amor pela percussão surgiu ainda nos tempos de Vasco, quando ganhou um pandeiro. Durante a passagem pelo Porto, Helton montou um estúdio musical dentro de casa. Atualmente, é baterista da banda H1 e toca em festivais, casamentos e festas em Portugal, apresentando releituras de sucessos da música brasileira em estilos que vão do samba ao pagode.

Rafael Leão

O atacante do Milan e da Seleção Portuguesa, Rafael Leão é mais um que se dedicou ao hip-hop. Sob o nome artístico Way 45, lançou três álbuns de estúdio: Beginning (2021), My Life in Each Verse (2023) e 12:12 (2025).

Crédito: Reprodução / Instagram (@_way45)
Rafael Leão. Crédito: Reprodução / Instagram (@_way45)

Segundo o atleta, a música veio por influência de um tio, que era DJ, e do pai cantor, ajudando-o a se expressar melhor e superar a timidez. Em suas redes, Leão mostrou ser fã do trap brasileiro, expressando o desejo de realizar colaborações com artistas como Borges, MC Daniel e MC Cabelinho.

Júnior

Ídolo do Flamengo e hoje comentarista esportivo, Júnior construiu uma carreira no samba. Em 1982, na época chamado de Júnior Capacete, ele lançou a faixa Povo Feliz, mais conhecida como Voa, Canarinho. A música virou trilha da Seleção na Copa do Mundo daquele mesmo ano, disputada na Espanha com participação do lateral-esquerdo.

Crédito: Reprodução / Instagram (@junior_maestro_5)
Júnior. Crédito: Reprodução / Instagram (@junior_maestro_5)

Povo Feliz fez parte de um compacto que continha a faixa Pagode da Seleção. Nos anos 1980 e 1990, o ‘Maestro’ — como também era conhecido — lançou três discos: Junior (1982), Tem que Arrebentar (1990) e Uma vez Flamengo, sempre Flamengo (1995). O último foi lançado em homenagem ao centenário do clube.

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Romário e Edmundo

Quando se fala de Romário e Edmundo, polêmicas e brigas são lembradas. Contudo, nem sempre o clima entre os dois foi de guerra. Em 1995, quando chegaram ao Flamengo na mesma temporada, os atletas viviam em bons termos a ponto de lançarem juntos o Rap dos Bad Boys.

O compositor da música, MC Raposão, revelou que Romário tinha outra faixa, chamada Rap do Mengão. Segundo o jornalista Andrey Raychtock, a ideia era o lançamento de um álbum, mas o projeto foi descartado após o Flamengo perder a final do Campeonato Carioca para o Fluminense em 1995.

Esta reportagem foi publicada originalmente na edição impressa da EntreRios, disponível mensalmente em bancas de Portugal. Para ter acesso a conteúdos exclusivos e receber a revista em casa, assine aqui.

lucas@revistaentrerios.pt

Lucas Machado. Crédito: Divulgação
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