Guerra no Oriente Médio faz disparar preço do gás e pode encarecer contas na Europa
O contrato de referência europeu, conhecido como TTF (negociado na Holanda), chegou a subir até 35%; entenda
- Lisboa
Março 24, 2026
A tensão no Oriente Médio já começou a pesar — e forte — no bolso dos europeus e de quem vive na Europa. O preço do gás natural disparou depois de ataques a infraestruturas energéticas na região, com destaque para a ofensiva do Irã contra uma das maiores instalações de gás natural liquefeito do mundo, no Qatar.
Logo nas primeiras horas da quinta-feira passada (19), o mercado reagiu em ritmo acelerado. O contrato de referência europeu, conhecido como TTF (negociado na Holanda), chegou a subir até 35%, antes de recuar ligeiramente e estabilizar com uma alta de cerca de 28%, atingindo os 70 euros por megawatt-hora. Na prática, isso significa energia mais cara — e impacto direto nas contas de luz e gás.
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O alvo principal do ataque foi o complexo de Ras Laffan, peça-chave na produção global de gás. A empresa estatal do Qatar confirmou que houve “danos consideráveis” após o lançamento de mísseis iranianos. Apesar do susto, as autoridades locais informaram que os incêndios já foram controlados e que não há registro de feridos. Mesmo assim, o alerta continua, com equipas a trabalhar no resfriamento e na segurança da área.
E não foi só no Qatar. Uma das maiores refinarias do Kuwait também foi atingida no mesmo dia, aumentando ainda mais a preocupação com o fornecimento de energia no mundo.
Como efeito dominó, o petróleo também entrou na onda de alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 5% e já ronda os 113 dólares. Para especialistas, o movimento é reflexo direto do medo de interrupções no abastecimento — algo que costuma mexer rapidamente com os preços globais.
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No fim das contas, mesmo com os conflitos acontecendo a milhares de quilômetros, o impacto chega rápido à Europa — e pode pesar no dia a dia, desde a conta de energia até o preço dos combustíveis.
Agora, o mercado segue atento aos próximos capítulos do conflito. Porque, quando o assunto é energia, qualquer faísca pode virar um incêndio no bolso do consumidor.
*Com informações da Lusa