Eleições

Haverá segundo turno para eleger Presidente da República em Portugal

Seguro (PS) e Ventura (Chega) disputam segundo turno em 08 de fevereiro, com a esquerda unida no apoio ao socialista e a direita ausente no apoio ao Chega

Janeiro 19, 2026

Candidato presidencial mais votado, António José Seguro, Crédito: José Coelho/Lusa

António José Seguro, apoiado pelo PS foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais de ontem (18), seguido por André Ventura, apoiado pelo Chega.

De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e quando estavam apurados 99,2% dos votos, António José Seguro, com 31,1%, e André Ventura, líder do Chega, com 23,5%, vão disputar o segundo sufrágio.

António José Seguro, vencedor da primeira volta das presidenciais, considerou que hoje “venceu a democracia” e “voltará a ganhar em 08 de fevereiro”, apelando aos democratas, progressistas e humanistas para que se juntem à sua candidatura para “derrotar extremismos”.

“Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República”, disse em festejos animados nas Caldas da Rainha, sua terra natal, numa sala cheia, ao som dos cânticos com o seu nome, subindo ao palco com a família.

André Ventura, líder do Chega no discurso de passagem ao segundo turno das eleições presidenciais, Créditos: Tiago Petinga/Lusa

Já André Ventura considerou que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais “por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita” em critica aos partidos de direita que não apoiaram a sua candidatura. Falou num hotel em Lisboa, numa sala com mais de trezentas pessoas, animadas com os resultados obtidos.

Ventura falava depois de o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, ter anunciado que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições, após ter apoiado Luís Marques Mendes.

O chefe do Governo PSD/CDS-PP considerou que o espaço do seu partido “não estará representado” numa segunda volta, apesar de aceitar “essa escolha com humildade democrática mas o PSD não estará também envolvido na campanha eleitoral”.

O também líder do Chega considerou que os resultados mostraram que a sua candidatura vai “liderar o espaço não socialista em Portugal”, que “o país despertou” e que os eleitores lhe confiaram a alternativa ao socialismo “que destrói”.
“A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a liderança dessa direita em Portugal”, sublinhou.

Sobre os imigrantes Ventura avisou que “terão de cumprir as leis do país”.

João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal ficou em terceiro lugar,  à frente de Gouveia e Melo (Independente) e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD.

Os eleitores quiseram participar expressivamente na escolha do Presidente da República com a abstenção mais baixa dos últimos 15 anos.

Antes destas eleições, só uma vez se realizou um segundo sufrágio numas eleições presidenciais, em 1986.

Segundo Turno

O segundo turno está marcado para 08 de fevereiro.

Os eleitores que pretendem votar antecipadamente podem fazê-lo no dia 01 de fevereiro e devem requisitar o voto antecipado por via eletrónica ou postal entre o 14º e o 10º dias anteriores ao da eleição, ou seja, entre 25 e 29 de janeiro.

Os eleitores que pretendam votar no estrangeiro deverão fazê-lo entre 27 e 29 de janeiro.  

LEIA TAMBÉM: Quem são os 11 candidatos à Presidência de Portugal

susana@revistaentrerios.pt