Libertadores acirra rivalidade entre Brasil e Argentina, empatados com 25 títulos
Na edição de 2026, seis clubes brasileiros e seis argentinos brigam pela supremacia
- Brasil
Abril 9, 2026
Começou a fase de grupos da Libertadores. E, com ela, uma rivalidade que domina a América do Sul. Não bastasse a tradicional rixa geopolítica no continente, Brasil e Argentina, duas potências do futebol, têm o mesmo número de taças na competição: cada país com 25. Mas a estatística tem sido desfavorável aos argentinos, que levantaram o caneco pela última vez com o River Plate, em 2018. De lá pra cá, nos sete anos seguintes, só deu Brasil: Flamengo (2019, 2022 e 2025), Palmeiras (2020 e 2021), Fluminense (2023) e Botafogo (2024).
Vale lembrar que, nesse período de sete anos, cinco finais foram disputadas entre brasileiros: Palmeiras x Santos (2020), Palmeiras x Flamengo (2021) Flamengo x Athletico-PR (2022), Botafogo x Atlético-MG (2024) e Flamengo x Palmeiras (2025). Os argentinos (olha eles aí de novo!!!) River Plate (2019) e Boca Juniors (2023) são os intrusos que evitaram a sequência.
Na edição de 2026, seis clubes brasileiros e seis argentinos brigam pela supremacia, entre 32 participantes divididos em oito grupos. A Colômbia vem em terceiro, com quatro times nesta fase, seguida por Peru e Equador (três); e Uruguai, Bolívia, Chile, Venezuela e Paraguai (dois). Passada a chamada Pré-Libertadores, que deixou pelo caminho Bahia e Botafogo, o Brasil busca reafirmar a sua grandeza com Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras e Mirassol. Já a Argentina está representada por Estudiantes de La Plata, Independiente Rivadavia, Boca Juniors, Platense, Lanús e Rosario Central. Flamengo e Palmeiras sobressaem em elenco e estrutura, uma superioridade decorrente da maior capacidade de investimento. Mas, quando o sangue sul-americano entra em campo, não dá para cravar o favoritismo.
Os números de Brasil e Argentina – tanto de conquistas como de clubes participantes – ilustram a rivalidade histórica tão bem exemplificada pela disputa de protagonismo entre Pelé e Maradona, ídolos eternos das duas seleções rivais. Mas, claro, não é só isso que alimenta brasileiros e argentinos. Se os números importam, vale usá-los para dimensionar o significado da eventual conquista: o título vale US$ 25 milhões de dólares – US$ 1 milhão a mais do que foi pago em 2025 -, mas o campeão arrecada um total superior a US$ 30 milhões, levando-se em conta a premiação acumulada das fases anteriores.
A fase de grupos se estende até 28 de maio. Classificam-se às oitavas os dois melhores de cada chave. E a grande final será em 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O coração, principalmente de brasileiros e argentinos, já está batendo mais forte dentro e fora de campo.