As eleições brasileiras de 2026 terão 54 mil eleitores a mais em Portugal na comparação com o pleito de 2022. Ao todo, 134.797 brasileiros estão aptos a votar no país, um crescimento de 66,63%. Com isso, Portugal consolida-se como o segundo maior colégio eleitoral brasileiro no exterior, reunindo 14,67% dos 918,9 mil eleitores residentes fora do Brasil. Apenas os Estados Unidos, com 28,89% do total, possuem um eleitorado maior. Na sequência aparecem Japão, Canadá e Alemanha.
O salto em Portugal é ainda mais significativo na comparação com o pleito de 2018, quando havia apenas 39.118 eleitores em território luso, um aumento de 244,59% em apenas oito anos.
Lisboa é o maior colégio eleitoral fora do Brasil, com mais de 78,8 mil pessoas, um aumento de 74%. Em segundo lugar vem a cidade americana de Boston e, em terceiro, Porto, no norte de Portugal, com 47,6 mil eleitores, crescimento de 58% em relação às eleições de 2022.
O outro local de votação em Portugal é Faro, no Algarve, que contará com 8,2 mil eleitores, aumento de 50% em relação ao pleito passado. Lisboa concentra 58,48% dos eleitores em Portugal, Porto concentra 35,37% e Faro possui 6,15%.
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O peso do eleitorado brasileiro em Portugal também chama a atenção quando comparado ao cenário nacional. Só em Lisboa, o número de eleitores supera o de 5.346 municípios brasileiros, ficando atrás de apenas 289 cidades em quantidade de votantes. No Porto, o eleitorado é maior do que o de 525 municípios do Brasil. Já a Zona Eleitoral do Exterior (ZZ), que reúne os brasileiros aptos a votar fora do país, conta com mais eleitores do que os estados do Acre, Amapá e Roraima.
No perfil do eleitorado em Portugal, 43% são do sexo masculino e 57% do sexo feminino. Além disso, 59% são solteiros, 34% são casados, 6% divorciados e 1% viúvos. No grau de instrução, 33% possuem ensino médio completo, 30% superior completo, 15% ensino médio incompleto e 12% ensino superior incompleto. Ao todo, os públicos mais expressivos estão entre os 30 e 34 anos, seguidos pelo público entre 35 e 39 anos e entre 40 e 44 anos.
Com o aumento significativo, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa deverá ter 100 urnas que serão organizadas em três locais de votação: a Faculdade de Direito de Lisboa, a Faculdade de Letras e a Reitoria da Universidade de Lisboa. Ao todo, o Consulado também deverá contar com mais de 400 mesários.
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No exterior, o crescimento foi de 31,83%, com 221 mil pessoas a mais em relação a 2022. Em 2026, 918.876 pessoas estão aptas a votar. Ao todo, são 186 cidades em 134 países. Das 186 cidades no exterior com registros de brasileiros, 144 tiveram aumento na quantidade de eleitores, 3 continuaram com a mesma quantidade e 34 tiveram queda no eleitorado.
Por conta do aumento significativo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou em abril a transferência de R$ 13,2 milhões para a locação de imóveis em outros países a pedido do Ministério das Relações Exteriores. Os espaços serão utilizados nas eleições presidenciais deste ano em territórios nos quais as embaixadas ou repartições consulares brasileiras não comportam o movimento das votações. Ao todo, serão alugados 66 espaços para o pleito em todo o mundo.
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Os números de eleitores foram fechados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o fim do prazo para a mudança do domicílio eleitoral, que se encerrou em 6 de maio.
No exterior, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com mais de 18 anos e é opcional para analfabetos, maiores de 70 anos e pessoas entre 16 e 17 anos. Os eleitores no exterior votam apenas para presidente. Quem não transferiu o título eleitoral precisa justificar a ausência por meio do aplicativo oficial do TSE ou nas zonas eleitorais de votação.
Em 2022, Jair Bolsonaro foi o vencedor nos Estados Unidos e no Japão, enquanto Lula venceu em Portugal e na Alemanha. No consolidado total, Lula venceu com 51,28% dos votos válidos (152.905 votos) no segundo turno contra 48,72% de Bolsonaro (145.264 votos). Na ocasião, mais de 37,5 mil pessoas votaram em Portugal (46,46% do total), com Lula obtendo 64% dos votos.
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