Simulação

Lisboa testa sirenes de alerta de tsunami nesta terça-feira (24); saiba o que vai acontecer

A ideia é treinar a cidade para saber como agir caso um evento real aconteça

Março 23, 2026

Lisboa. Crédito: Freepik
Lisboa testa sirenes de alerta de tsunami nesta terça-feira (24)

Na terça-feira (24), Lisboa testa, na prática, como reagiria a um cenário de tsunami — com direito a sirenes, rotas de evacuação e simulação de resposta em tempo real.

O exercício, batizado de LisbonWave26, acontece entre 10h30 e 12h e vai colocar à prova o sistema de alerta da cidade. Durante cerca de 20 a 30 minutos, as sirenes vão tocar em sequência, seguidas por uma mensagem de voz em português e inglês. A ideia é treinar a cidade para saber como agir caso um evento real aconteça.

As quatro sirenes já instaladas estão distribuídas pela frente ribeirinha, em pontos como Praça do Império, Ribeira das Naus, Passeio Carlos do Carmo e Doca de Alcântara — sendo que as duas últimas são as mais recentes. A meta da prefeitura é ampliar esse número para dez equipamentos ao longo da orla.

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Segundo o prefeito Carlos Moedas, o investimento em proteção civil tem sido reforçado para dar conta dos riscos naturais aos quais a cidade está exposta, como sismos, inundações e tsunamis. Para ele, exercícios como esse ajudam a preparar a população e melhorar a resposta em situações de emergência.

A ação faz parte de uma série de iniciativas realizadas ao longo de março, em torno do Dia Internacional da Proteção Civil, com o objetivo de envolver moradores, trabalhadores e visitantes na construção de uma cultura de prevenção.

Além do teste das sirenes, o exercício avalia as rotas de evacuação e os pontos de encontro, reforçando a importância de saber para onde ir em caso de risco. A recomendação é clara: em caso de abalo sísmico, o ideal é se afastar da zona ribeirinha e buscar locais mais altos e seguros.

Outro sinal de alerta é o recuo repentino da água, que pode indicar a aproximação de um tsunami. Nesses casos, seguir a sinalização de evacuação pode fazer toda a diferença. Como reforçam as autoridades, em situações como essa, cada pessoa também tem um papel na resposta coletiva.

renata@revistaentrerios.pt

Renata Telles
renata@revistaentrerios.pt