Música

Lorde conquista o NOS Alive 2026 com show intimista e desfile de sucessos no último dia do festival

A cantora neozelandesa emocionou o público ao revisitar sucessos da carreira e apresentar faixas do novo álbum Virgin

Julho 11, 2026

Lorde. Crédito: Divulgação
Lorde. Crédito: Divulgação

Antes de Florence + The Machine encerrar a 18ª edição do NOS Alive neste sábado (11), coube a Lorde protagonizar um dos shows mais aguardados do último dia do festival. A cantora neozelandesa subiu ao Palco NOS no início da noite e confirmou por que continua sendo uma das vozes mais influentes da pop alternativa, em uma apresentação marcada pela emoção, pela proximidade com o público e pela força de suas canções.

Sem recorrer a grandes efeitos visuais, Lorde apostou em um espetáculo elegante e minimalista, deixando que a música e sua presença de palco conduzissem toda a apresentação. A conexão com o público foi imediata, com centenas de fãs acompanhando cada verso de um setlist que percorreu diferentes momentos de sua carreira.

O show começou com Royals, música que a revelou ao mundo ainda na adolescência e que permanece como um dos maiores hinos da pop da última década. A partir daí, a artista alternou clássicos de sua discografia com faixas de Virgin, álbum lançado poucas semanas antes de sua passagem por Portugal.

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Canções como What Was That, Broken Glass, Shapeshifter, Favourite Daughter, Hammer e Man of the Year apresentaram ao público a nova fase da cantora. Já Buzzcut Season, The Louvre, Liability, Supercut, Team, Green Light e Ribs foram recebidas em coro pelos fãs, que cantaram praticamente todas as letras do início ao fim.

Lorde. Crédito: Divulgação
Lorde. Crédito: Divulgação

Um dos momentos mais celebrados da apresentação aconteceu com Girl, so confusing, música originalmente gravada em parceria com Charli xcx. A escolha foi celebrada pelo público e coroou o diálogo de Lorde com a nova geração da música pop, sem abrir mão da identidade artística construída desde Pure Heroine.

A artista também fez questão de conversar diversas vezes com os fãs portugueses. Cumprimentou o público em português, relembrou que esteve em Lisboa pela primeira vez quando tinha apenas 17 anos e declarou seu carinho pela cidade.

“Lisboa tem alguma coisa especial. Tem uma vibe”, disse, arrancando aplausos da plateia. Em seguida, completou, bem-humorada: “O resto da Europa deve ter muita inveja de vocês”. A cantora também fez uma breve referência à recente Copa do Mundo. “Sinto muito pela Copa… não quero falar sobre isso”, brincou, provocando risos entre os presentes.

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A reta final reservou alguns dos momentos mais emocionantes da noite. Green Light transformou o Passeio Marítimo de Algés em uma grande pista de dança, enquanto David ganhou um significado especial. Durante a música, Lorde estendeu uma enorme bandeira com a frase I don’t belong to anyone (Eu não pertenço a ninguém), verso que sintetiza a mensagem de Virgin e emocionou os fãs espalhados pelo gramado.

O encerramento ficou por conta de Ribs, um dos maiores clássicos da carreira da artista. Cantada em uníssono por milhares de pessoas, a música encerrou o show em clima de celebração.

Mais de uma década depois de revolucionar a música pop com Royals, Lorde mostra que continua em constante evolução. Com um repertório cada vez mais maduro e pessoal, a cantora mantém a capacidade de transformar grandes festivais em apresentações intimistas, nas quais cada canção parece estabelecer uma conversa direta com quem está na plateia.

Em um último dia que também contou com Teddy Swims e Florence + The Machine no Palco NOS, Lorde entregou uma das apresentações mais sensíveis do festival. Um show que preparou o público para o encerramento da edição de 2026 e reforçou por que a artista neozelandesa permanece como uma das principais referências da pop contemporânea.

flavio@revistaentrerios.pt

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