Mercados de Natal na Europa que todo viajante precisa visitar
Saiba quais são as principais dicas para visitar as feiras neste fim de ano
- Lisboa
Dezembro 5, 2025
Luzes coloridas, vinho quente, castanhas assadas e casinhas de madeiras decoradas. Todos os anos, no mês de dezembro, a Europa se rende aos mercados de Natal, tradição que encanta locais e turistas do mundo inteiro.
Da Alemanha à Suíça, da República Tcheca a Portugal, as feirinhas tomam conta das praças e, em alguns destinos, o encanto é ainda maior: flocos de neve caem suavemente.
Os primeiros mercados natalinos surgiram na Alemanha no século XV, quando comerciantes vendiam brinquedos de madeira, velas e doces nas vésperas das festas. Um dos mais antigos é o Striezelmarkt, em Dresden, de 1434. São mais de 240 estandes que atraem três milhões de visitantes.
Barraquinhas rústicas vendem artesanatos, pinheiros e delícias como o pão stollen, recheado com frutas cristalizadas e uvas-passa. Munique, Frankfurt, Colônia e Berlim também entram no clima — só a capital abriga cerca de 80 mercados.
Quase na fronteira com a Alemanha, a charmosa Colmar, na França, exala, durante dezembro, o aroma de canela e gengibre. As casinhas do século XVI são enfeitadas com laços e grinaldas. Nas barracas, o destaque vai para o Choucroute à l’Alsacienne, repolho em conserva cozido no vinho branco com linguiça defumada.
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Portugal também entrou na rota dos mercados de Natal mais charmosos da Europa. O maior é o Wonderland Lisboa, montado no Parque Eduardo VII, com roda-gigante, pista de gelo, vinho quente e o tradicional “bolo-rei” (em forma de coroa, feito de massa tipo brioche com frutas cristalizadas e secas além de passas).
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Tem, ainda, a feira do Rossio, que junta cerca de 70 tendas de doces, bebidas e itens feitos à mão. Os visitantes podem, também, dar uma voltinha no Comboio de Natal, que percorre a Baixa até 22 de dezembro. O passeio é gratuito.

No Porto, o evento da Praça da Batalha combina gastronomia, artesanato e música ao vivo. Em Óbidos, o centro histórico medieval é transformado em um parque temático, com trenós e neve artificial. Cascais tem um mercado à beira-mar com vista para o Atlântico, enquanto Braga celebra a data com luzes, presépios e corais que percorrem as ruas.
Estrasburgo é considerada a “capital do Natal”. O primeiro mercado foi realizado em 1570 e, hoje, a cidade abriga mais de 300 barraquinhas em doze praças. Os visitantes levam lembranças como as bruxinhas de palha para protegerem as casas.
“Acabei criando uma tradição pessoal: colecionar as canecas das feiras europeias, muitas pintadas à mão”, diz a advogada brasileira Dayane Martins, que já foi a feiras da França, Alemanha e Áustria.
Na Suíça, estão por todos os cantos. Em Zurique e na Basileia acontecem as feiras mais famosas. São centenas de tendas que vendem decorações artesanais, velas e muitos pratos típicos. Experimentar a chäsbängel, baguete recheada com fondue de queijo, é obrigatório.
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Em uma das praças mais bonitas da Basileia, junto à catedral, acontece o mercado de Münsterplatz, um dos preferidos das famílias. Dispõe de uma floresta “encantada” para as crianças, que participam de oficinas, assam pão e criam trabalhos em madeira.

Na Áustria, o Vienna Magic of Advent ocupa a praça de Santo Estêvão, na capital. Entre os itens mais populares estão esculturas em madeira, globos de neve e peças de
lã.
Em Copenhague, o clássico Jardins Tivoli — o segundo parque de diversões mais antigo do mundo — ganha decoração especial durante seis semanas. São meio milhão de luzes, mil árvores de Natal e 60 barracas no estilo escandinavo. Do vinho quente aos donuts de maçã, não faltam opções para lanches saborosos. A única diferença é que a entrada é paga, cerca de 26 euros.
Os tons esquentam na Hungria. O mercado da Praça Vörösmarty, em Budapeste, é um dos mais bonitos do Leste Europeu, reunindo artesanato, concertos e comida de rua.
É lá que se encontra o lángos, pão frito coberto com queijo e creme azedo, indispensável.
“É obrigatório, também, beber vinho quente e comer o típico cachorro quente do centro da Europa, além de patinar no gelo”, fala o português Francisco Batalha.
Gestor de TI, ele já visitou feiras em Riga, Londres, Munique, Luxemburgo, Berlim, Praga e Budapeste.
A República Tcheca guarda o mercado mais fotogênico: o de Praga, montado na Praça da Cidade Velha. Um pinheiro gigante domina o espaço, cercado por barraquinhas que vendem marionetes, enfeites de vidro e o famoso trdelník, uma massa doce assada na brasa e polvilhada com açúcar e canela.
Enquanto os sinos da Catedral de Týn tocam, o aroma de baunilha e chocolate quente se mistura à música, criando um clima que é puro encanto.
Essa matéria foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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