Miguel Laffan está de volta ao “MAPA” e acredita que o Alentejo pode ganhar uma segunda estrela Michelin
Chef volta ao restaurante Michelin em Montemor-o-Novo com menu inspirado em viagens, influências asiáticas e na evolução da sua identidade gastronómica
- Lisboa
Junho 12, 2026
O retorno de Miguel Laffan ao restaurante MAPA marca o início de um novo capítulo para um dos destinos gastronômicos mais relevantes do Alentejo. Integrado no L’AND Vineyards, em Montemor-o-Novo, o restaurante acaba de apresentar a primeira carta assinada pelo chef desde o seu retorno, em abril deste ano. A nova fase chega num momento especial para a casa, que recentemente recebeu uma estrela Michelin e que também renovou o Sol Repsol em 2026. Localizado fora dos grandes centros urbanos, no eixo que liga Lisboa ao Algarve e à fronteira espanhola, o MAPA reforça ainda o potencial da região como destino de turismo gastronômico e de experiência, complementado pela proposta de hospedagem do hotel, cujas suítes permitem observar o céu estrelado a partir dos quartos.

A nova carta reafirma a identidade do restaurante, construída sobre a cozinha portuguesa contemporânea e as influências culturais trazidas pelas viagens marítimas que moldaram a gastronomia nacional. Nesse percurso, a Ásia surge como ponto de partida para muitas das criações de Laffan, numa combinação que encontra equilíbrio entre técnica, memória e produto local.
“A minha cozinha é reflexo do que eu sou. Eu sou autodidata e hoje em dia eu sei o que sou, um criativo, e poderia estar em qualquer empresa mas minha arte está na cozinha”, afirma o chef a EntreRios.

Entre os destaques do menu estão pratos como o Robalo do Cabo da Roca com ostra, dashi e daikon, a Laksa de lula, ouriço-do-mar e bergamota, e o Pato Real com amendoim, morilles e pak choi, exemplos da ponte que o cozinheiro constrói entre Portugal e o Oriente.
O retorno ao MAPA também representa um reencontro pessoal. Laffan comandou a cozinha do L’AND Vineyards entre 2011 e 2019 e volta agora com a missão de preservar e ampliar o reconhecimento conquistado pelo restaurante. “Quando saímos nunca voltamos igual”, diz o chef, que afirma não se considerar religioso, mas acreditar no “universo”.

A maturidade adquirida ao longo dos últimos anos aparece refletida nos novos pratos, sem romper com a assinatura que o tornou uma das principais referências da gastronomia portuguesa. Ambicioso, ele não esconde os objetivos para o futuro:
“Tenho capacidade de ganhar uma segunda estrela. Eu adoro um bom escândalo (risos). Acho que se houver uma segunda estrela no Alentejo será o L’AND”.
A expectativa em torno da volta do cozinheiro também se refletiu entre os clientes habituais da casa. “Com a volta do chef tivemos alguns pedidos de pratos para retornarem ao menu”, revela Luísa Gomes, diretora do hotel.

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Além do MAPA, o espaço conta ainda com o Café da Viagem, opção mais descontraída aberta diariamente e com vista para a área verde da propriedade. No restaurante estrelado, a experiência pode ser vivida por meio dos menus degustação de seis momentos, por 145 euros, ou de nove momentos, por 175 euros, ambos com harmonização de vinhos opcional, além do serviço à la carte disponível no almoço e no jantar, de quarta-feira a domingo.
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