Cultura

Museus do Brasil e de Portugal estão entre os mais visitados do mundo; descubra

O Museu do Louvre, em Paris, segue em primeiro lugar com nove milhões de entradas; confira lista

Abril 1, 2026

Exposição Joan Miró e Coleção de Serralves no Museu de Serralves, Porto, Portugal. Crédito: Reprodução Instagram

Nem sempre é preciso sair da Europa para encontrar museus que movimentam multidões. Em uma lista internacional que reúne os espaços de arte mais visitados do mundo, um nome português aparece entre gigantes globais — e não está sozinho quando o assunto é representatividade lusófona.

O destaque vai para o Museu de Serralves, no Porto, que soma 902 mil visitantes e garante presença entre os 100 mais visitados de 2025, ocupando a 84ª posição no ranking divulgado pela publicação especializada The Art Newspaper. É o único representante de Portugal na lista, reforçando a relevância do espaço no circuito da arte contemporânea.

O Brasil também marca presença com quatro instituições. O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) aparece na 64ª posição, com 1,19 milhão de visitantes, seguido pelo Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, em 67º lugar, com 1,14 milhão. Em 69º está o CCBB de Belo Horizonte, com 1,12 milhão de entradas, e, na 94ª posição, a Pinacoteca de São Paulo, que recebeu 820 mil visitantes.

 

Vista do MASP em São Paulo, Brasil. Crédito: Reprodução Instagram

No Brasil, segundo a publicação, os museus “registraram um sucesso notável em 2025, com o MASP a duplicar a afluência, e aumentos significativos no Instituto Tomie Ohtake, Instituto Moreira Salles e Casa Fiat de Cultura”, enquanto os centros culturais do Banco do Brasil “mantiveram números estáveis com exposições de arte brasileira”.

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Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro. Crédito: Reprodução Instagram

Quem ficou em primeiro?

O Museu do Louvre, em Paris, mantém-se o mais visitado do mundo com nove milhões de entradas, seguido pelos Museus do Vaticano, com 6,9 milhões e o Museu Nacional da Coreia do Sul, com 6,5 milhões.

Pirâmide do Louvre, em Paris, França. Crédito: France Guide Info

O Museu Britânico, em Londres, alcançou o quarto lugar na lista, com 6,4 milhões de entradas, o Metropolitano, em Nova Iorque, em quinto, com 5,9 milhões, e em sexto o Museu Estatal da Rússia, com cinco milhões. O Museu Nacional do Prado, em Madri, registrou 3,5 milhões de entradas, posicionando-se em 13.º lugar.

No panorama geral, surge uma “explosão de visitantes na América do Sul e Ásia, com o regresso em força dos impressionistas” nas exposições dos museus.

Os dados recolhidos pelo The Art Newspaper “mostram que, de um modo geral, os museus de arte continuam tão populares como sempre”.

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A afluência aos museus na Europa registrou estabilidade, com os principais espaços em França, Espanha e Itália a recuperarem das quebras da pandemia de covid-19, e a manterem números de visitantes consistentes, indica, com um crescimento caracterizado por “um ritmo constante e previsível ano após ano”.

Globalmente, o The Art Newspaper sublinha que “a subida mais espetacular se verificou na Coreia do Sul”, com mais 70% de visitantes no Museu Nacional da Coreia, em Seul, passando de 3,8 milhões em 2024 para 6,5 milhões em 2025.

Inauguração do Grande Museu do Egito. Crédito: Reprodução Instagram

Sobre a mais importante abertura de um museu de 2025 – o Grande Museu Egípcio, nos arredores do Cairo, ainda “não foi possível obter números fiáveis de visitantes”. Porém “A organização informou que estava a receber até 18 mil visitantes por dia, o que equivaleria a cerca de 6,5 milhões anualmente.

susana@revistaentrerios.pt

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