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O que acontece nos bastidores do Rock in Rio Lisboa? Festival testa soluções para cidades inteligentes

Em uma parceria com 13 startups, a Smart City of Rock apresenta dados e monitoramentos em tempo real de tudo o que está acontecendo no festival

Junho 21, 2026

Rock in Rio. Crédito Hugo Moreira/Divulgação
Rock in Rio. Crédito Hugo Moreira/Divulgação

O Rock in Rio Lisboa 2026 quer ser mais do que um festival de música. Na 11ª edição realizada em Portugal, a organização transformou a Cidade do Rock em um laboratório a céu aberto de inovação, onde empresas, startups, universidades e entidades públicas testam soluções tecnológicas capazes de melhorar a experiência do público e gerar dados que podem contribuir para o desenvolvimento das cidades do futuro.

“Estamos acrescentando uma camada de inteligência para o público, ou seja, trazendo mais conveniência como oferecer informações sobre a disponibilidade das filas de casa de banho por meio de um assistente virtual no aplicativo, apresentar alguns jogos também virtuais em que as pessoas não precisam enfrentar filas para retirar os brindes, para promover a geração de energia limpa e para indicar onde há power banks disponíveis, por exemplo”, conta Giullia Kormann, head de marketing e projetos da Liquid Innovation Co, empresa responsável pela iniciativa.

Há ainda outras novidades como o monitoramento climático, monitoramento do funcionamento e de gastos de energia, soluções de audiodescrição para pessoas com algum tipo de deficiência visual que permite que elas possam ouvir os cardápios de comidas e bebidas, soluções de sustentabilidade, inteligência artificial e mobilidade.

Painel com monitoramento de tráfego, temperatura e transporte no entorno da Cidade do Rock. Crédito: Renan Araujo

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Em tempo real, o estande do Smart City of Rock também apresenta as transmissões de cada um dos palcos e números importantes sobre o festival em um grande dashboard, incluindo dados sobre ocupações de banheiros, número de atendimentos médicos, dados de mobilidade, gestão dos trabalhadores, entre outros.

Monitoramento em tempo real do Rock in Rio. Crédito: Renan Araujo

A proposta é utilizar a Cidade do Rock como um ambiente de testes em escala real. Com capacidade para receber até 100 mil pessoas por dia, o festival oferece condições ideais para validar tecnologias e avaliar seus resultados antes que elas sejam implementadas em outros espaços e contextos urbanos. É a primeira vez que o Rock in Rio adota um modelo deste porte, considerando todas as edições realizadas em Portugal e no Brasil.

“O projeto quer poder escalar isso para as cidades e para o mundo, começando por Lisboa, nosso parceiro no projeto. Quisemos trazer primeiro para Lisboa por ser um ambiente mais controlado, mas também estaremos presentes no Brasil no festival em setembro”, garante.

Para colocar a proposta em prática, a Liquid conta com o apoio da Unicorn Factory, que selecionou 13 startups para testar as suas soluções durante o festival. Ao todo, foram recebidas mais de 100 candidaturas de oito países. Os resultados serão apresentados no início de julho, após os quatro dias do Rock in Rio Lisboa. A Universidade de Lisboa, a MEO e a Câmara Municipal de Lisboa também integram a rede de parceiros da ação.

Giullia Kormann, head de marketing do projeto, explica que a ideia é trazer um grande laboratório de soluções para as cidades. Crédito: Renan Araujo

Uma das startups selecionadas é a Trash4Goods, um aplicativo que tem como objetivo “recompensar” as pessoas pela reciclagem. “Estamos fazendo uma ativação em que a pessoa, ao entregar seu copo reutilizável, pode trocar por cromos do Mundial (figurinhas da Copa do Mundo), concorrer a viagens ou a outros prêmios com parceiras que estamos fazendo por aqui”, afirma o fundador e CEO, Afonso Ravasco.

Afonso Ravasco, CEO da Trash4Good. Crédito: Renan Araujo

Segundo ele, o objetivo é fazer com que as pessoas passem a atribuir valor ao copo plástico, encarando-o como um recurso que pode ser reaproveitado e reciclado. A expectativa é que o modelo vá além dos festivais e possa ser aplicado também no cotidiano das cidades. Atualmente, a empresa já mantém parcerias com ecopontos em Cascais e planeja expandir a operação para Lisboa, Porto e outros municípios portugueses.

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A meta da empresa é coletar ao menos cinco mil copos ao final do evento por meio de duas lixeiras inteligentes espalhadas pelo evento e que serão destinados à reciclagem. Para isso é preciso utilizar o aplicativo da marca.

Outra startup selecionada para apresentar sua tecnologia no festival é a Yooddle. A plataforma permite criar fotografias personalizadas com molduras, elementos visuais de marcas, mensagens e outros recursos interativos, transformando cada registro em uma experiência única. A proposta é oferecer ao público conteúdos mais criativos e personalizados, ampliando a interação com as marcas presentes na Cidade do Rock.

“A pessoa gera o conteúdo, faz o download e publica nas redes sociais em questão de segundos com as logos das marcas que gosta ou com qualquer outro elemento”, destaca Carlos Monteiro, fundador e diretor de operações da empresa.

Carlos Monteiro e Helena Rodrigues, fundadores da Yooddle. Crédito: Renan Araujo

A plataforma está realizando a sua primeira ação pública no Rock in Rio e espera criar engajamento no público para expandir a sua atuação no mercado. A ideia é que a solução seja utilizada pelo mercado corporativo como ferramenta de comunicação e marketing.

“Empresas poderão gerar conteúdos comerciais de maneira mais fácil e muito mais prática, além de poder aproximar o cliente às marcas de maneira interativa. Além disso, a empresa também deixa de comprar fotos de bancos de imagens e passam a ter imagens autênticas e reais. O nosso propósito é esse conteúdo em tempo real e um alinhamento maior entre marcas, consumidores e colaboradores”, destaca.

renan@revistaentrerios.pt

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