Paula Sá revela que perdeu 10 kg na preparação para interpretar Carmen Miranda
Musical, que tem três horas de duração, fica em cartaz até o fim de maio
- Lisboa
Abril 24, 2026
Aos 46 anos, a atriz e cantora portuense Paula Sá vive o que define como “o papel da minha vida”: interpretar Carmen Miranda no novo musical de Filipe La Féria. A ligação, porém, começou há duas décadas: “Ela instalou-se na minha vida há 20 anos. Sempre foi o meu papel de sonho”, recorda.
Incentivada por um mentor, apresentou-se ainda jovem ao La Féria com fotografias vestida de Carmen. O projeto não avançou, mas a chama nunca se apagou: “Li tudo, tenho tudo sobre ela. Havia uma angústia, mas também esperança”.

O convite surgiu quando já quase desistia e com um detalhe simbólico: a mesma idade da morte da artista. “Isto que estou a viver é um sonho materializado. É cármico”, diz Paula que começou a carreira artística aos 13 anos num concurso de talentos de imitações e ficou em segundo lugar. “Eu comecei ao contrário da maioria. Comecei pelo sucesso e depois tive muitos projetos, orquestras e o teatro de revista”.
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Em cena durante três horas, com dezenas de canções e rápidas trocas de figurino, Paula se entrega por inteiro nas apresentações que exigiram um grande preparo físico que a fizeram emagrecer 10 kg. “Foi instintivo ganhar o sotaque, os trejeitos. Às vezes já não sei quem é quem”.
Sem nunca ter visitado o Brasil, declara admiração profunda: “Eu adoro brasileiros. O Brasil vem até mim e quero muito conhecer o país”.

Mais do que um ícone, vê em Carmen uma mulher livre e ousada. “Por mais mulheres assim, com essa coragem e humor incendiário”.
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“Carmen Miranda – O Musical” fica em cartaz até 31 de maio, no Teatro Politeama, em Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão, 109) e os bilhetes custam entre 10 e 34 euros.

Quem foi Carmem Miranda
Nascida em Marco de Canaveses, no norte de Portugal, em 1909, Carmen atravessou o Atlântico ainda criança, ao colo da mãe, num barco de carga rumo ao Brasil. No Rio de Janeiro, iniciou uma trajetória artística que a levaria à Broadway e, pouco depois, a Hollywood, onde se tornou a vedete mais bem paga das décadas de 1940 e 1950. Fenômeno absoluto, relançou a moda do samba, ditou tendências e eternizou o turbante de frutas, imitado por milhares de pessoas em todo o mundo.
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