Música

Poesia e música ocupam o Palácio de Queluz em celebração ao 25 de Abril

À medida que o 25 de Abril se aproxima, as festividades que marcam a data se multiplicam. No Palácio de Queluz, a atriz e cantora Sandra Celas apresenta o show Palavra (De)Cantada

Abril 16, 2026

Sandra Celas e Nuno Ribeiro no Palácio de Queluz interpretando o show Palavra (De)Cantada. Crédito: Divulgação

À medida que Portugal se prepara para celebrar mais um aniversário da Revolução dos Cravos, em 25 de abril, a agenda cultural do país ganha força com eventos que resgatam o valor da liberdade. Um deles acontece no Palácio Nacional de Queluz, onde a atriz e cantora Sandra Celas apresenta o espetáculo Palavra (De)Cantada, uma performance que une poesia, música e interpretação em homenagem à data.

A apresentação será realizada no domingo, 26 de abril, às 19h, nos jardins do palácio. No palco, a artista propõe um percurso por poemas e canções de diferentes épocas que, segundo ela, “exaltam a liberdade, valor essencial à vida e à criação artística”.

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Conhecida do grande público por seus trabalhos na televisão, Sandra revela que a relação com a música é antiga. “Adoro cantar, canto desde sempre. E uma das ideias que eu tinha há muito tempo era declamar poesia de forma mais dinâmica. Por isso, canto poesia e ‘falo’ canções, sempre em locais especiais e históricos”, explica.

Cantar as poesias e falar canções ao som de vários instrumentos é a proposta dos autores de Palavra (De)Cantada. Crédito: Divulgação

Criado em 2024, o projeto Palavra (De)Cantada já passou por diferentes cidades e nasce da combinação das três principais paixões da artista: poesia, canto e interpretação. Nesta edição, o espetáculo ganha um significado especial ao dialogar diretamente com o contexto histórico da Revolução dos Cravos. “É um show intimista dedicado à liberdade e às palavras que quebraram muros e romperam silêncios”, afirma.

A trilha sonora da apresentação é assinada pelo multi-instrumentista Nuno Ribeiro, parceiro do projeto. Ele utiliza instrumentos de diferentes partes do mundo, como a lira, de origem asiática, e a kora, tradicional da África Ocidental, criando uma atmosfera sonora que amplia a experiência sensorial do público.

A escolha do repertório também reflete essa diversidade. Sandra inclui poetas de diferentes países de língua portuguesa, como os brasileiros Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector. “A palavra portuguesa é falada em muitos lugares. Temos tantos poetas e, quando declamamos poesia, percebemos uma espécie de alquimia que ela provoca em quem lê e em quem ouve”, diz.

Segundo a artista, é justamente essa universalidade que permite reunir autores de diferentes épocas em um mesmo espetáculo. “Mesmo sendo de tempos distintos, eles falam das mesmas coisas”, completa.

Após circular por diversas cidades portuguesas, o projeto pretende agora ganhar novos horizontes. A ideia, segundo Sandra, é levar o Palavra (De)Cantada para uma turnê internacional.

Informações do evento
Data: 26 de abril de 2026 (domingo)
Horário: 19h
Local: Jardins do Palácio Nacional de Queluz
Ingressos  aqui

susana@revistaentrerios.pt

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