MOBILIDADE

Porto aprova transporte público gratuito para moradores e medida pode começar ainda no verão

Projeto prevê acesso sem custo à rede Andante para residentes da cidade e investimento anual que pode chegar a 20 milhões de euros

Abril 24, 2026

Proposta aprovada pela Câmara prevê gratuidade na rede Andante para quem mora na cidade e ainda depende de validações técnicas para entrar em vigor. Crédito: José Coelho/Lusa.

A Câmara Municipal do Porto aprovou uma proposta que prevê a gratuidade dos transportes públicos para moradores da cidade. A medida foi aprovada em reunião do Executivo municipal na quarta (21) e poderá entrar em vigor ainda durante o verão europeu, entre junho e julho, embora o cronograma inicial previsse implementação apenas em janeiro de 2027.

A iniciativa será destinada aos residentes do Porto e funcionará por meio de um título integrado ligado ao Cartão Porto, permitindo acesso aos serviços da rede Andante em toda a área metropolitana.

Na prática, o município passará a compensar financeiramente as operadoras de transporte pelas viagens realizadas, pagando conforme a utilização efetiva de cada passageiro.

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Para o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, a medida representa uma mudança significativa na política de mobilidade urbana.

“Esta é uma atitude arrojada e que incorpora riscos”, admite, sublinhando que “os tempos são novos, precisamos de respostas novas” e que a cidade deve privilegiar “a qualidade de vida”, sem esquecer a responsabilidade orçamental.

Investimento pode chegar a 20 milhões de euros por ano

A autarquia estima um investimento superior a dez milhões de euros já em 2026, valor que poderá alcançar aproximadamente 20 milhões de euros por ano.

Segundo o município, o financiamento da gratuidade não deverá afetar outros projetos ligados à mobilidade urbana, incluindo novos corredores BUS, a renovação da frota da STCP e a reativação da Linha 22 do elétrico.

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Medida aprovada pela Câmara Municipal prevê acesso gratuito ao transporte coletivo para moradores e pode começar no verão. Crédito: José Coelho/Lusa.

Pedro Duarte argumenta que o custo da medida deve ser entendido como um investimento com retorno para a cidade.

“Quanto mais sucesso tiver, mais dinheiro vamos investir”, afirma, acrescentando que a medida poderá trazer ganhos em áreas como o bem-estar, a justiça social e a sustentabilidade ambiental.

Projeto ainda depende de etapas técnicas

Apesar da aprovação, a implementação ainda depende do parecer do Tribunal de Contas e da validação de condições operacionais para que a entrada em vigor possa ser antecipada.

Durante a votação, membros da oposição manifestaram preocupações relacionadas ao impacto financeiro e à capacidade de resposta do sistema de transporte, mas apoiaram a proposta.

A expectativa da Câmara Municipal é que a gratuidade incentive o uso do transporte coletivo e contribua para reduzir a dependência do carro particular.

flavio@revistaentrerios.pt

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