Esporte

Portugal na cara do gol

Ao lado de Espanha e Marrocos, país sediará a Copa de 2030

Julho 9, 2026

Crédito: Omar Ramadan/Pexels.
Crédito: Omar Ramadan/Pexels.

Quando os refletores do MetLife Stadium (EUA) se apagarem no 19 de julho, não será apenas o fim de mais uma edição da Copa do Mundo, mas também o início da contagem regressiva para a próxima, a de 2030, que nascerá histórica. Pela primeira vez, o torneio será disputado em seis países, tendo Portugal, Espanha e Marrocos como sedes principais, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas comemorativas em homenagem à primeira Copa, realizada em 1930, em Montevidéu.

A conexão entre Europa, África e América do Sul vai globalizar o que a Fifa chama de celebração do centenário do principal torneio de futebol do mundo. É neste cenário importante que Portugal terá o desafio de se firmar como potência internacional em infraestrutura para grandes eventos. O país já organizou a Eurocopa de 2004 — com impacto positivo no desenvolvimento urbano e exposição midiática sem precedentes — e vai mergulhar agora em um ciclo de quatro anos de preparação para um evento de visibilidade ainda maior. Parece muito tempo. Não é.

Para fazer bonito, claro, será preciso investir. Somente com um bom reforço, o sistema de transportes eficiente no dia a dia vai conseguir absorver o aumento da demanda, engrossada por torcedores nacionais e internacionais, jornalistas e delegações. O mesmo vale para a rede hoteleira e os estádios. O investimento de hoje é o legado de amanhã, que deixará o país ainda mais ajustado ao modelo de excelência mundial. Além da reconhecida força do futebol, é bom lembrar que também desperta a atenção do resto do mundo o crescimento do turismo, impulsionado por Lisboa e Porto.

Com a visibilidade de uma competição que vende sete milhões de ingressos, o país tem tudo para se consolidar entre os grandes do mapa com projeção internacional. Ser excelência em organização de eventos abre portas para negócios. Ou seja: Portugal está na cara do gol e tem tudo para ganhar sua Copa do Mundo particular, independentemente do pódio, do campo e da bola. É só fazer tudo certinho, com capricho e cordialidade, marcas registradas do povo lusitano.

Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.

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Marluci Martins. Crédito: Divulgação