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Prêmio Nobel da Paz 2025 atribuído à venezuelana Maria Corina Machado

A opositora do governo venezuelano foi distinguida pelo seu trabalho "incansável na promoção dos direitos democráticos do povo e pela sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, explicou a organização do Nobel

Outubro 10, 2025

EPA/Lusa Créditos: Migue, Gutierrez

O Prêmio Nobel da Paz de 2025 foi atribuído à venezuelana María Corina Machado, que afirmou estar em choque com a notícia dada hoje pelo Comitê Norueguês do Nobel.

Nascida em 1967, na Venezuela, María Corina  é uma das principais vozes da oposição democrática ao regime de Nicolás Maduro, tendo sido a candidata favorita nas eleições presidenciais de julho de 2024.

A líder da oposição, de 58 anos, vive atualmente escondida na Venezuela.

María Corina declarou que o prêmio deve ser dedicado ao povo venezuelano: “Esta é uma conquista de toda a sociedade. Sou apenas uma pessoa, não mereço isso”, disse ela, ao ser acordada por uma ligação telefônica do secretário do Comitê Norueguês do Nobel que a informou da vitória.

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“Como líder do movimento pela democracia na Venezuela, María Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, destacou o Comitê.

A líder da oposição foi premiada “por seu trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta em prol de uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia, e tem sido uma figura-chave e unificadora em uma oposição política anteriormente profundamente dividida, exigindo eleições livres e um governo representativo”, explicou o comitê.

Fundadora da Súmate, uma organização dedicada ao fortalecimento democrático, María Corina  “defende eleições livres e justas há mais de 20 anos” e “tem lutado pela independência do Judiciário, pelos direitos humanos e pela representação popular”, acrescentou o Comitê.

Trump desiludido

A Casa Branca criticou hoje a decisão defendendo que o prêmio deveria ter sido dado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou que o Comitê Norueguês do Nobel “colocou a política acima da paz” ao ignorar o trabalho de Trump, a quem atribuiu “o coração de um humanitário”.

Trump tem reivindicado publicamente o Nobel da Paz nos últimos meses, alegando mérito por seu papel em negociações que levaram ao fim de vários conflitos internacionais — incluindo o acordo entre Israel e o Hamas.

*Com informações da Agência Lusa

susana@revistaentrerios.pt