Quanto custa morar em Lisboa em 2025? Veja preços de casas, estúdios e quartos
Pesquisa da EntreRios mostra extremos do mercado imobiliário da capital portuguesa, com aluguéis que vão de 650 a 22 mil euros por mês
- Lisboa
Setembro 29, 2025
Morar em Lisboa em 2025 é um desafio financeiro para imigrantes e locais. De acordo com dados do Idealista, portal imobiliário de referência em Portugal e em outros países da Europa, o preço médio do metro quadrado para aluguel (arrendamento) no distrito da capital chegou a 20,5 euros/m² em agosto deste ano, representando uma alta de 3,4% em relação a 2024.
Em termos de comparação, em 2015 esse valor era de apenas 7 euros/m² — ou seja, os preços praticamente triplicaram em uma década.
No cenário nacional, o preço médio de aluguel em Portugal é de 16,8 euros/m², mas Lisboa segue no topo da lista, consolidando-se como a cidade mais cara do país para alugar um imóvel.
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Preço médio por metro quadrado em Lisboa
Se você está pensando em morar em Lisboa, precisa preparar o bolso. A seguir, organizamos os principais dados do Idealista e da pesquisa EntreRios, realizada em setembro de 2025.
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Preço do metro quadrado: 20,5 €/m² (agosto de 2025)
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Alta de 3,4% em relação a 2024
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Em 2015 era de 7 euros/m² (triplicou em 10 anos)
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Em Portugal, a média nacional é de 16,8 euros/m²
O que significam T0, T1, T2… nos anúncios de imóveis em Portugal?
Em Portugal, os imóveis são classificados pelo número de quartos. O “T” vem de “tipologia” e indica a divisão do espaço:
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T0: imóvel sem quarto separado, geralmente um estúdio, onde sala e quarto estão integrados.
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T1: apartamento com 1 quarto.
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T2: apartamento com 2 quartos.
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T3: apartamento com 3 quartos.
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T4 ou mais: imóveis maiores, com 4 quartos ou mais.
Importante: a cozinha e a sala não entram na contagem. Ou seja, um T1 tem um quarto + sala + cozinha, e um T2 tem dois quartos + sala + cozinha, e assim por diante.
Do estúdio ao triplex: extremos do mercado em 2025
Uma pesquisa realizada pela EntreRios no dia 9 de setembro mostra os extremos do mercado imobiliário lisboeta.
O aluguel mais barato identificado foi um estúdio de 25 m² em Arroios, por 650 euros mensais. Apesar do preço relativamente mais baixo, o espaço é restrito: está mobiliado e reformado, mas só pode ser alugado por uma pessoa, sem animais de estimação, e com exigências como fiador e contrato de trabalho.

Na outra ponta, o imóvel mais caro disponível para arrendamento é um triplex de luxo no bairro da Lapa, com 636 m², seis quartos, spa, terraço de 40 m², garagem para quatro carros e piscina no condomínio.
O valor mensal? 22 mil euros. O anúncio publicado no Idealista diz que o apartamento faz parte do Buenos Aires Palace, antiga residência dos Viscondes dos Olivais, hoje adaptada para imóveis de alto padrão.

Quartos para alugar: alternativa cada vez mais comum
Diante da escalada dos preços, a opção de alugar apenas um quarto deixou de ser exclusividade de estudantes e se tornou uma realidade para jovens profissionais e imigrantes solteiros. Segundo o Idealista, o custo médio de um quarto em Lisboa é de 550 euros por mês em 2025, praticamente estável em relação ao ano passado.
O valor é mais alto do que em outras cidades: em Coimbra, a média é de 335 euros/mês; no Porto, 430 euros/mês; e em Braga, 350 euros/mês.
Já os locais mais baratos do país para alugar um quarto são Guarda (200 euros/mês) e Bragança (230 euros/mês).
Para muitos imigrantes, os quartos são a porta de entrada em Lisboa, já que não exigem tantas garantias quanto apartamentos. Ainda assim, o custo médio de 550 euros pode representar mais da metade do salário mínimo português, atualmente fixado em 870 euros mensais.

Preço do aluguel de quarto disparou
De acordo com informações disponibilizadas pelo Idealista, os preços dos quartos subiram 8% em comparação com 2024 em Portugal.
No último trimestre, apenas o Porto registrou uma queda de 3%, enquanto cidades como Bragança (+15%), Guarda (+13%) e Coimbra (+12%) lideraram os aumentos.

O que isso significa para quem chega a Lisboa
Para imigrantes brasileiros e de outras nacionalidades, o mercado imobiliário lisboeta é marcado por exigências rígidas: fiador residente em Portugal, comprovante de rendimentos e contratos de trabalho são frequentemente pedidos.
Sem esses documentos, muitos acabam recorrendo a quartos em apartamentos compartilhados ou a imóveis em regiões mais afastadas da capital.
Exigências comuns para alugar em Lisboa
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Fiador residente em Portugal
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Contrato de trabalho válido
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Comprovante de rendimentos (holerite)
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Depósito caução (1 a 3 meses de renda)
Atenção: como evitar golpes na hora de alugar em Lisboa
O mercado imobiliário em Lisboa está superaquecido, e junto com os altos preços surgem também muitos golpes. Veja os principais cuidados antes de fechar contrato:
1. Nunca pague antes de visitar o imóvel
Se o anunciante pedir dinheiro antecipado “para garantir a reserva” sem mostrar o imóvel, desconfie. Esse é um dos golpes mais comuns.
2. Desconfie de preços muito abaixo da média
Se todos os T2 (apartamentos com dois quartos) estão entre 1.200 euros e 1.800 euros e você encontra um “milagre” por 600 euros, é provável que seja fraude.
3. Assine sempre contrato formal
O contrato deve estar registrado e conter cláusulas claras sobre renda, caução e duração. Evite “acordos de boca” ou promessas apenas por WhatsApp ou outros meios de comunicação.
4. Exija recibos oficiais
Todos os pagamentos (renda, caução, taxas) devem ser comprovados por recibo oficial. Transferências para contas de terceiros que não sejam do proprietário são sinal de alerta.