“Renascimento Feminino” em Lisboa destaca força da língua portuguesa e conexão entre mulheres de mais de 20 países
No último dia do Conecte-se 2026, realizado na Embaixada do Brasil em Lisboa, a segunda edição do painel da EntreRios colocou em evidência um tema que vai além dos negócios
Abril 22, 2026
Nesta quarta-feira (22), durante o último dia do Conecte-se 2026, em Lisboa, a segunda edição do Renascimento Feminino trouxe à tona algo que vai além dos negócios e das conexões estratégicas: a força das histórias, das diferenças e da escuta entre mulheres que escolhem crescer juntas.
Em um encontro marcado por emoção, partilha e identificação, o painel destacou a importância de respeitar os diferentes sotaques e valorizar a língua portuguesa como ponte viva entre culturas, trajetórias e oportunidades.
Vindas de mais de 20 países, as participantes carregavam na voz não apenas variações linguísticas, mas identidades, vivências e caminhos únicos. E foi justamente nessa diversidade que o evento encontrou sua potência. Ao reconhecer a riqueza dos sotaques, o Renascimento Feminino reforçou que a língua portuguesa não é única — é plural, diversa e profundamente conectiva. Mais do que comunicar, ela acolhe, aproxima e fortalece.
+ LEIA MAIS: ‘Renascimento Além-Fronteiras’: encontro em Lisboa discute empreendedorismo e a força da mulher no exterior
O que é o Conecte-se
Integrado à programação do Conecte-se 2026 — o 5º Congresso Global promovido pelo Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa — o encontro também abriu espaço para momentos sensíveis e transformadores. Ao longo dos três dias, o congresso reuniu negócios, internacionalização e networking de alto nível; já no Renascimento Feminino, muitas participantes encontraram espelho, pertencimento e inspiração.
As histórias compartilhadas no painel revelaram algo em comum: o renascer constante. Renascer após desafios, mudanças de país, reinvenções profissionais e pessoais. Mas, sobretudo, renascer com a capacidade de olhar para a outra com admiração — não como concorrência, mas como força complementar.
Participaram desta edição Roselyn Silva, empresária e fashion designer; Alessandra Muller, empresária; Dai Moraes, fotógrafa e publicitária; e Carolina Parente, advogada internacional. Mulheres com percursos distintos, mas conectadas por coragem, autenticidade e vontade de transformar. A mediação foi conduzida pela jornalista e idealizadora do projeto, Lizzie Nassar, que guiou o diálogo com sensibilidade, criando um espaço seguro de escuta e troca genuína.
À frente do Conecte-se 2026, a empresária e idealizadora Rijarda Aristóteles reforça que o movimento vai além de eventos: trata-se de construir uma nova forma de fazer economia, mais consciente, colaborativa e inclusiva. E o Renascimento Feminino traduz essa visão de forma profunda — ao colocar as pessoas, suas histórias e suas vozes no centro.
+ LEIA MAIS: Consulado-Geral do Brasil lança campanha para combater a violência de gênero
Ao final, o sentimento era coletivo: quando uma mulher se permite renascer, ela abre caminho para outras. E quando mulheres se escutam, se respeitam — inclusive nas suas diferenças — e se fortalecem, criam redes capazes de atravessar fronteiras, sotaques e mercados.
O projeto segue em expansão e já anuncia seu próximo capítulo: a estreia no Porto, levando ainda mais longe essa rede de vozes que se conectam, se reconhecem e se transformam juntas.