SAMBA

Samba para celebrar as mulheres em Lisboa neste sábado (07)

Coletivo Gira promove roda de samba na Fábrica Braço de Prata com participação especial das Bandeirinhas Panafrikanista

Março 5, 2026

Coletivo Gira. Crédito: Letícia Diniz
Roda de samba em Marvila no próximo sábado (07). Crédito: Letícia Diniz

No próximo sábado, dia 07 de março, Lisboa veste-se de tambor e poesia para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado mundialmente dia 08 de março. O Coletivo Gira estará na Fábrica Braço de Prata, em Marvila,  com a sua já tradicional roda de samba. Formado  por  imigrantes o grupo reafirma, a cada acorde, o seu compromisso com a diversidade, a inclusão e o posicionamento político contra todas as formas de discriminação.

Fundado em 2021, em Lisboa, o Coletivo Gira nasceu do impulso de pessoas com trajetórias distintas, unidas pelo amor ao samba e às raízes afro-brasileiras. Mais do que música, o coletivo construiu um movimento cultural que ecoa igualdade de género e representatividade num universo historicamente masculino:

“Justamente por vivermos o samba há muitos anos e conhecermos esse meio, foi essa realidade que nos motivou a criar algo que trouxesse mais representatividade”, afirma Kali, vocalista e cavaquinista do grupo.

Coletivo Gira.Crédito: Letícia Diniz
Kali Peres (Cavaco e Voz),  Emile Pereira (Percussão e Voz), Tida Pinheiro (Percussão e Voz),  Lika Mattos (Percussão e Voz), Meli Huart  (Percussão),  Bibi Nobre (Baixo), Brunão  (Pandeiro) formam o Coletivo Gira. Crédito: Letícia Diniz

Na noite de celebração, um dos blocos será dedicado exclusivamente a sambas compostos ou interpretados por mulheres. Um  gesto simbólico que transforma repertório em manifesto.

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A programação contará ainda com a participação especial das Bandeirinhas Panafrikanista, batucadeiras do Casal de São Brás, na Amadora. Fundado em 2016 por mulheres cabo-verdianas, muitas delas empregadas domésticas,  o grupo faz da música tradicional de Cabo Verde uma afirmação política panafricanista. Cantando em crioulo, defendem o DJUNTA-MÔ, filosofia de união, solidariedade e compromisso entre gerações e povos africanos, e levam ao palco uma arte que é também resistência e dignidade.

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Juntas, Coletivo Gira e Bandeirinhas Panafrikanista transformam a celebração do Dia Internacional da Mulher num ato coletivo de força e ancestralidade. Entre pandeiros, cavaquinhos e tambores, Lisboa ouvirá vozes que atravessam o Atlântico e reafirmam que o samba e a batucada são mais do que festa. Os bilhetes custam entre 5 e 10 euros. 

Serviço

Data: Sábado, 07 de março
Horário: 16h às 20h
Local: Fábrica Braço de Prata (Rua da Fábrica de Material de Guerra, 1 – Lisboa)

Programação:
16h – Abertura
16h30 – Primeiro bloco Roda de Samba
17h45 – Intervalo com Bandeirinhas Panafrikanista
18h30 – Segundo bloco Roda de Samba
20h – Encerramento

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